(FOLHAPRESS) - Frevo mantém domínio no Carnaval de Olinda

Nem "Macetando" nem "Perna bamba". No Carnaval de rua de Olinda, o frevo se mantém no comando

Na terra do frevo, do maracatu e caboclinho, Carnaval é tradição com fortes doses de bairrismo. Pode parecer estranho ou no mínimo inusitado aos que vêm de fora, mas até o hino do Estado é tocado pelas orquestras de frevo de Olinda - e não há um pernambucano que não cante a plenos pulmões ao menos o refrão.

De manhã até a noite, quem dá o tom à festa são os ritmos locais, com o frevo no comando.

Não tem "Macetando", "Perna bamba" ou "Joga pra lua". Os hits do Carnaval de rua continuam sendo as músicas de Alceu Valença, Almir Rouche, Nena Queiroga, Otto, Nação Zumbi e Reginaldo Rossi, além dos frevos clássicos que há décadas compõem a trilha dos dias de folia.

Do Elefante, Pitombeira, Homem da Meia Noite, Cariri, Eu Acho é Pouco e Ceroula, blocos mais tradicionais, até os mais novos, como o Bloco da Ema, A Troça, Mulher na Vara ou Bloco dos Sujos, não há espaço para som mecânico.

Glenda Dias, turista brasileira que mora em Berlim passa pela primeira vez a folia em Olinda. "Imaginei que fosse ouvir muito Macetando ou a nova de Leo Santana. É minha estreia no Carnaval de Pernambuco e estou impressionada como o povo aqui é realmente apaixonado pelo frevo e as músicas locais. A terra do Carnaval mantém mesmo a tradição. Muito bonito!", afirma.

Glenda estava acompanhada da amiga recifense Bárbara Rodrigues, que ria e reafirmava o bairrismo pernambucano. "A gente tem uma tradição muito forte e faz questão de mantê-la. O frevo se escuta pelos quatros cantos."

As orquestras executam tudo ao vivo, subindo e descendo ladeira, faça chuva ou faça sol. Difícil ficar longos minutos sem ouvir os acordes dobrando a esquina e os foliões cantando em coro. Quando o silêncio permanece um pouco mais, o pedido é uníssono: "eu quero freeevoooo!".


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