Coelhinho da Páscoa Orelhudo, peludo, gordo ou fofinho.
Como as crianças vêm o principal símbolo da Páscoa?

*Colaboração: Camila Saenz
Edição: Ludmila Gusman
Design: Laura Martins Ferreira
Abril/2007

"De olhos vermelhos, de pêlo branquinho, orelhas bem altas, eu sou o coelhinho!

Essa, provavelmente, é a definição mais conhecida do tão simpático amiguinho, que todo ano, vem trazer os deliciosos ovos de chocolate. Mas como será que as crianças vêem o mais famoso símbolo da páscoa?

Em tempos de computadores e vídeo-game se engana quem acha que a magia das coisas simples ficou para trás. Na imaginação das crianças existe espaço para tudo. Para Raphela Alvim (foto), de apenas quatro anos, o coelhinho existe sim, mas não precisa ser sempre branquinho, como a música diz. Ele tem o nariz molhado, é marrom com a barriguinha preta e tem até os olhos roxos.

Apesar de muitas tentativas, ninguém nunca conseguiu vê-lo, mas todos sabem que ele existe. Vanderson Souza, de sete anos, sabe que tudo é verdade porque o coelhinho já lhe deixou um bilhete desejando feliz páscoa e, como ele mesmo diz "a certeza de que era ele é que a letra não era nem do meu pai, nem da minha mãe".

O cardápio do bichinho, segundo as crianças é bem variado, Hérica Dias (foto)) conta que aprendeu que ele come cenoura, mas acha que ele adora um chocolate. Segundo Darah Mayer, de cinco anos seu dia-a-dia deve ser muito atarefado, já que sozinho fabrica e distribui todos os ovos de páscoa para as crianças.

As opiniões em relação à sua casa são bem variadas. Júlia Martins, de cinco anos, conta que o coelhinho da páscoa mora em uma toca, mas para Letícia Rocha, a imaginação vai um pouco mais longe, acreditando que dentro dessa toca se esconde uma grande fábrica de chocolates.

Com o passar da idade, a vontade de crescer impede que muitos ainda acreditem no principal símbolo da páscoa. Hugo Almada e Dérick Ewandir, de oito anos, afirmam com certeza que sabem que o coelhinho não existe e que quem traz os ovos são seus pais. Mas, quando a magia é incentivada, os meninos ficam em dúvida e se rendem à lenda ao encontrar pela manhã as marquinhas de pegadas espalhadas por toda a casa.

Assim se mantém a fantasia e a tradição quem vem sendo passada de geração em geração, e a cada páscoa se renova através da inocência de uma criança.

Origem da lenda
A figura do coelho da Páscoa foi trazido para a América pelos imigrantes alemães, entre o final do século XVII e início do XVIII e representa a fertilidade, já que o animal se reproduz rapidamente e em grande quantidade. Entre os povos da antiguidade, a fertilidade era sinônimo de preservação da espécie e melhores condições de vida. E, tanto no significado judeu quanto no cristão, a data relaciona-se com a esperança de uma vida nova. Assim, o coelhinho visitava as crianças, escondendo os ovos coloridos que elas teriam de encontrar na manhã de Páscoa.


*Camila Saenz é estudante de Jornalismo da Universo/JF. A matéria foi realizada
como atividade do processo de seleção para estágio no Portal ACESSA.com


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