SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Embora tenha perdido o controle da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara, a oposição se organiza para ter ao menos próximo da metade dos integrantes do colegiado.

A manobra pode dificultar a obtenção da maioria em votações estratégicas para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O vice-presidente deve ser o deputado José Nelto (PP-GO), que não se alinhará à nova gestão. Seu partido tem 6 das 64 cadeiras.

O PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, tem direito a 13 indicações. Já manifestaram interesse parlamentares da ala mais bolsonarista, como Capitão Augusto (SP), Delegado Éder Mauro (PA) e Caroline de Toni (SC).

Somados aos cinco aos quais o Republicanos tem direito já são 24. Há expectativa de que os partidos consigam trocar vagas por outras comissões em que alguma outra legenda tenha mais interesse.

O arranjo tem potencial para dificultar o governo Lula. Pela CCJ passam todos os projetos da Câmara e ela é tida como a mais importante da Casa.

Por ter a maior bancada, o PL teria direito à presidência da CCJ, mas abriu mão em nome de um acordo para a eleição do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Pelo acerto, o comando ficará com o deputado Rui Falcão (PT-SP).


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