BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro irá se reunir nesta segunda-feira (23) com o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), para reforçar o pedido para que o relator da trama golpista na corte conceda a prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O encontro será realizado às 17h, no gabinete de Moraes, na sede do Supremo. Como mostrou a Folha, Michelle quer ter a oportunidade de dizer pessoalmente ao magistrado que Bolsonaro não pode ficar sozinho à noite pelo risco de broncoaspiração.
Ela também quer relatar a Moraes em pessoa que, de acordo com a equipe médica, se tivesse sido socorrido cerca de uma hora mais tarde, o ex-presidente poderia ter morrido durante o episódio que o levou ao hospital na sexta-feira (13). Ele está internado com broncopneumonia.
A ofensiva pela domiciliar também tem a participação do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), da bancada bolsonarista no Congresso Nacional e de ministros do STF.
Um argumento utilizado por políticos e por outros ministros junto a Moraes foi o risco de que a eventual morte de Bolsonaro fosse encarada politicamente como responsabilidade do Supremo.
A defesa de Bolsonaro apresentou ao Supremo um novo pedido de prisão domiciliar humanitária na última terça (17), sob o argumento de que, nas últimas semanas, houve uma piora no quadro de saúde dele, que resultou na internação hospitalar.
Os advogados citam que a internação emergencial demonstra um agravamento no quadro clínico de Bolsonaro e que a Papudinha é "absolutamente incompatível com a preservação de sua saúde e integridade física", o que pode levar a intercorrências fatais.