SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab declarou nesta terça-feira (24) que até o final deste mês de março o partido definirá qual governador será o seu candidato à Presidência da República: se será Eduardo Leite (RS) ou Ronaldo Caiado (GO).
A declaração foi dada no início da tarde, durante o evento de filiação da apresentadora Silvia Abravanel, do SBT, na sede do partido, no centro da capital paulista. Ela disputará uma cadeira na Câmara dos Deputados pelo PSD. Antes do evento, Kassab recebeu Caiado para um café em sua casa, no Jardim Paulistano, zona oeste da cidade.
"Ele só manifestou a sua disposição, a sua motivação em ser candidato, o que é muito bom", declarou o presidente do PSD.
Nesta segunda (23), o governador do Paraná, Ratinho Junior, anunciou sua desistência em concorrer à Presidência. Até o momento, ele era apontado internamente como o favorito para disputar o cargo.
Kassab disse que não houve surpresa no gesto e que a decisão foi tomada "por motivos familiares, questões locais de política". O anúncio foi feito após o PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, anunciar apoio à candidatura do senador Sergio Moro ao governo estadual, deixando a sucessão de Ratinho ameaçada no Paraná.
Nesta quarta-feira (25), Kassab também se reunirá com Eduardo Leite em São Paulo para discutir o interesse dele em ser o presidenciável do partido e que a decisão será anunciada em breve.
"Possivelmente até o final do mês. Possível até mesmo antes", declarou Kassab.
Pelo fato de Caiado e Leite serem governadores, os dois têm até o dia 4 de abril, prazo da Justiça Eleitoral para deixar os respectivos cargos caso queiram concorrer à Presidência.
O presidente do partido evitou falar sobre conversas para a vice e disse que ainda não houve negociações com outros partidos. "Eu trabalhei muito no Brasil para acabar com as coligações proporcionais e tenho trabalhado para acabar também com as coligações majoritárias. Porque as coligações são uma jabuticaba da política brasileira. Eu acho estranho o partido existir só na hora da eleição para apoiar outro."
"Então nosso foco é interno. Depois de definir o candidato, vamos avaliar as circunstâncias, os outros candidatos, para definir o melhor perfil de vice", acrescentou.
Kassab, que é secretário de Governo da gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo, não comentou a possibilidade de que o vice-governador Felício Ramuth possa trocar o PSD por outro partido para disputar a reeleição e disse que a definição será feita "sem estresse".
"Sobre eventual saída de filiados, isso será discutido depois de 4 de abril [fim da janela partidária]. O importante é o apoio ao governador Tarcísio, que tem sido um excelente governador. É um privilégio para São Paulo tê-lo por mais quatro anos."
Questionado sobre a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), de conceder prisão domiciliar a Jair Bolsonaro, Kassab disse ter ficado contente.
"Fico muito feliz. Ele estava com problemas graves, e acho que foi uma decisão muito adequada. Cumprimento o Supremo Tribunal Federal. Eu mesmo estava defendendo que isso acontecesse o mais rápido possível."