BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Durante entrevista nesta quarta-feira (8), o presidente Lula (PT) voltou a deixar em aberto sua candidatura à Presidência nas eleições deste ano ?que até o momento, vinha sendo dada como certa.

"Falo que eu não decidi ser candidato ainda, mas o fato é que vai ter uma convenção no meio de junho e eu, para decidir ser candidato, vou ter que apresentar um programa, uma coisa nova pra esse país. Alguma coisa para que a gente não fique só 'entra um mandato, acaba com a fome, sai, volta e a fome tá de volta outra vez'", disse, em entrevista ao ICL Notícias.

Diante da fala, o presidente foi questionado se poderia não ser mais considerado pré-candidato, ao que Lula evitou afirmar. "Todo mundo sabe que dificilmente eu deixarei de ser candidato. Porque vai ter uma convenção em junho e nós vamos tentar", respondeu.

"Eu quero e eu vou pleitear a necessidade de a gente reconstruir uma aliança política forte para que a gente não permita que os fascistas voltem a governar esse país. Esse é o papel que eu tenho pra jogar agora. Qual é a vantagem que eu tenho? Eu tenho o acúmulo de experiência que ninguém tem nesse país."

O presidente se elegeu em 2022 prometendo que não disputaria um novo mandato. Após a posse, porém, passou a afirmar que cogitava concorrer mais uma vez. Em declarações públicas, afirmou que a candidatura dependeria de estar bem de saúde. O mandatário completará 81 anos em outubro.

Também n a entrevista, Lula criticou outros pré-candidatos, como Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Ronaldo Caiado (PSD).

Pesquisa da Meio Ideia, divulgada nesta quarta, mostrou que Lula e Flávio estão em empate técnico em uma simulação de segundo turno para a eleição presidencial de 2026.

No confronto direto, Flávio marca 45,8%, ante 45,5% de Lula ?o senador aparece numericamente à frente, mas a diferença de 0,3 ponto está dentro da margem de erro de 2,5 pontos percentuais. Brancos, nulos e indecisos somam 8,7%.