SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Na chamada eleição das rejeições, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) também lideram na disputa pela Presidência em outubro. Declaram não votar no atual mandatário 48% dos eleitores, ante 46% que dizem o mesmo do senador pelo Rio.

É um quadro altamente consolidado, até porque ambas as figuras são bastante conhecidas. Lula o é de forma universal, com 99% dos entrevistados pelo Datafolha na nova pesquisa sobre o pleito presidencial dizendo que sabem quem ele é.

Já Flávio, que foi ungido a partir da cadeia pelo pai e antecessor de Lula, Jair Bolsonaro, que agora está em prisão domiciliar cumprindo 27 anos de pena por tentativa de golpe, já é um nome conhecido de 93% dos brasileiros.

Este é o cenário apontado pelo instituto, que ouviu 2.004 pessoas com mais de 16 anos em 137 cidades, da terça (7) à quinta (9). A margem de erro do levantamento, registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-03770/2026, é de dois pontos para mais ou menos.

Os dois rivais à direita que tentam ocupar o lugar de Flávio num eventual segundo turno, os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) têm vantagens idênticas quando o potencial de crescimento de ambos é avaliado observando o binômio rejeição/conhecimento.

O mineiro do Novo registra 17% de rejeição, e 56% dos eleitores dizem não o conhecer. Já 16% dizem não votar de forma alguma no goiano do PSD, mas 54% afirmam que não sabem quem ele é.

É uma combinação que deixa marqueteiro de água na boca para a construção de uma persona para campanha, mas ela embute o óbvio reverso: a rejeição tende a subir também quanto mais conhecido é o político.

Em seu favor, Caiado tem uma estrutura muito mais capilarizada no partido de Gilberto Kassab, restando saber se a sigla irá investir dinheiro em sua campanha ou priorizar as disputas no Congresso e estados.

Zema, por sua vez, é visto por observadores como um candidato a vice no campo da direita, tanto que já é cortejado tanto pelo PL quanto pelo PSD. Tendo sido um governador de partido nanico reeleito no segundo maior colégio eleitoral do país, depois de São Paulo, ele é avaliado como um ativo importante.

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