RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, realizou desde quinta-feira (16) uma série de exonerações em cargos das secretarias da Casa Civil e Governo, "coração" político-administrativo do Palácio Guanabara.
Ao mesmo tempo, nomeou procuradores do estado para o comando da Casa Civil, da Rioprevidência e da Cedae. Os dois últimos órgãos estiveram envolvidos, durante a gestão Cláudio Castro (PL), com o escândalo do banco Master.
As medidas ocorrem num momento em que o governador interino dá sinais de que pretende conduzir à sua maneira a máquina estadual. Couto fez nesta sexta as primeiras reuniões com secretários no Palácio Guanabara, sede do Poder Executivo. Antes ele vinha despachando no Palácio da Justiça.
A intensificação das movimentações coincide também com o momento em que sua permanência no cargo é mantida graças a uma liminar do ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal). O deputado Douglas Ruas (PL) foi eleito nesta sexta-feira (17) presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), cargo que está à frente do presidente do Tribunal de Justiça, posto de Couto, na linha sucessória, segundo a Constituição estadual.
Couto exonerou 286 pessoas lotadas em cargos na Casa Civil, 154 na Secretaria de Governo e 17 em outras pastas entre quinta e sexta, totalizando 457 exonerações. Até quarta-feira (15), o saldo de nomeações e exonerações estava em 99, concentrado principalmente no GSI (Gabinete de Segurança Institucional), órgão responsável pela segurança do governador.
Além das exonerações, Couto também extinguiu três subsecretarias da Casa Civil: Projetos Especiais, Gastronomia e Ações Comunitárias.
O desembargador também nomeou três procuradores para o comando de órgãos centrais para a auditoria em possíveis irregularidades na gestão Castro. Procuradores são servidores advogados que atuam juridicamente em favor do estado em causas judiciais ou na orientação jurídica de decisões administrativas.
O procurador Flávio Willeman foi nomeado para a Casa Civil e será o responsável por realizar a auditoria dos contratos determinada pelo governador interino.
Couto também nomeou o procurador Felipe Derbli de Carvalho Baptista como presidente do Rioprevidência. O fundo de pensão dos servidores estaduais vive uma crise em razão de aportes realizados em fundos ligados ao banco Master.
A Cedae, que também fez investimentos no banco de Daniel Vorcaro, também está sob comando de um procurador: Rafael Rolim, que já atuou na estatal.
