SALVADOR, BA E SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), com 41% das intenções de voto, e o governador Jerônimo Rodrigues (PT), com 38%, aparecem tecnicamente empatados em um eventual segundo turno para o Governo da Bahia, aponta pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (29).
No primeiro turno, ACM Neto aparece com 41%, e Jerônimo marca 37%. O dirigente partidário Ronaldo Mansur (PSOL) aparece com 1%, e José Estêvão (DC) não pontuou.
Os votos em branco ou nulo somam 10%, e outros 11% dos eleitores disseram ainda não saber em quem vão votar.
Em cenário alternativo, sem José Estevão, ACM Neto tem 41%, Jerônimo Rodrigues, 36%, e Ronaldo Mansur, 1%. Brancos, nulos e não votos são 8%, enquanto indecisos chegam a 14%.
O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e registrado na Justiça Eleitoral sob o número BA-03657/2026.
A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa ouviu 1.200 eleitores entre quinta-feira (23) e segunda-feira (27).
*
AVALIAÇÃO
A pesquisa também ouviu os eleitores a respeito da avaliação do governo de Jerônimo Rodrigues (PT). Entre os entrevistados, 25% consideram a gestão negativa, 33% a avaliam como regular, e 37% como positiva.
SENADO
Na disputa pelo Senado, o ex-governador Rui Costa (PT) lidera com 24% das intenções, considerando a combinação de votos totais (tanto para a primeira quanto para a segunda vaga). Ele está tecnicamente empatado com o senador Jaques Wagner, que tem 22%.
Na sequência aparecem os candidatos do campo da oposição: o ex-ministro João Roma (PL), com 9%, e o senador Angelo Coronel (Republicanos), com 6%.
A professora Delliana Ricelli (PSOL) marcou 1% e Marcelo Santtana (DC) não pontuou.
ESTRATÉGIAS DE CAMPANHA
A sucessão ao Governo da Bahia deve repetir o embate de 2022 entre Jerônimo e ACM Neto. Desta vez, contudo, a disputa terá novos ingredientes, como uma possível chapa pura do PT e uma oposição unificada no estado.
Assim como em 2022, o PT deve adotar a estratégia de nacionalizar a disputa em busca de um voto casado em Jerônimo e Lula. Desta vez, contudo, vai para a disputa buscando ampliar sua hegemonia no estado: terá candidatos ao PT ao governo e para as duas cadeiras ao Senado.
ACM Neto, que adotou uma estratégia de neutralidade em relação à eleição nacional e não declarou voto em 2022, agora sinaliza que estará "contra o PT" em 2026. Mas a estratégia será focar temas estaduais e evitar embates diretos com o presidente Lula.
Ao contrário de 2022, quando o PL correu em raia própria, os maiores partidos da oposição estarão unidos na Bahia. O grupo foi reforçado com a chegada do senador Angelo Coronel, que foi eleito em 2018 dentro da aliança petista.
