SÃO PAULO, SP E BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O advogado-geral da União, Jorge Messias, falou oito vezes a palavra "Deus", quatro "evangélico/a" e mais quatro vezes o termo "cristão/cristã" durante discurso que precedeu às perguntas de políticos no Senado, na sabatina desta quarta-feira (29) para conduzi-lo ao STF (Supremo Tribunal Federal).
Ele também usou uma vez o termo "religiões" e "confissões religiosas" ao explicar ter clareza da laicidade estatal, mas que ela "assegura a todos o exercício da fé com tranquilidade".
A palavra "fé" foi dita seis vezes, concentradas no final do discurso, a partir dos 30 minutos de fala.
De maneira geral, a fala de Messias foi fiel ao discurso que ele havia preparado com antecedência, obtido pela Folha de S. Paulo. A fala para os políticos durou quase quarenta minutos. No papel, o político preparou 30 páginas.
Além disso, Messias disse ser a favor da proposta do presidente do STF, Edson Fachin, de estabelecer um código de ética na corte, em meio ao escândalo do banco Master. A ideia enfrenta resistência por parte de outros ministros.
"O código de ética, que é um tema que está colocado pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, sob relatoria da ministra Cármen Lúcia, é uma proposta que está colocada num contexto de aperfeiçoamento da transparência do Poder Judiciário, da prestação de contas", disse.
"Qualquer medida de aperfeiçoamento do Poder Judiciário, em benefício da sociedade, [...] terá em mim apoio total", completou.
Messias disse ter sido o primeiro AGU a aprovar um código de ética para o órgão. Afirmou ainda que seus códigos de ética pessoais são a Constituição, sua formação e seu currículo.
