BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) afirmou ao presidente do PT, Edinho Silva, que não pretende ser candidato ao governo de Minas Gerais nas eleições deste ano. Segundo relatou a pessoas próximas, o parlamentar disse que deve deixar a política para se dedicar ao direito e alegou questões pessoais, de saúde e familiares para tomar a decisão.

O comunicado foi dado a Edinho durante conversa nesta terça-feira (12) na casa de Pacheco, na qual o petista insistiu para que o parlamentar entre na disputa pelo comando do estado. Apesar da recusa, a cúpula do PT está tratando o caso como uma primeira conversa e não desistiu de ter o senador na corrida por Minas.

O PT e o presidente Lula (PT) querem Pacheco como candidato para assegurar um palanque forte em MG. Na reunião desta terça, Edinho sugeriu que Pacheco converse com Lula antes de tomar uma decisão final a respeito do seu destino político.

O senador respondeu que não se opõe a uma conversa com o presidente da República, mas reiterou que não teria interesse na disputa, sugerindo, inclusive, outros nomes que poderiam substitui-lo.

Pacheco citou Josué Alencar (PSB), filho do ex-vice-presidente José de Alencar, e Jarbas Soares, ex-procurador-geral de Justiça de MG como opções para serem candidatos em Minas. Afirmou ainda que torce para que a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) seja eleita senadora, na vaga que será deixada por ele.

O presidente do PT afirmou que ainda continuará as conversas com Pacheco. "Vamos continuar conversando mais um pouquinho. Temos que respeitar a posição dele. Ele vai conversar com mais pessoas e quer ouvir outras pessoas, liderancas. Ainda vou conversar com o PT de Minas", disse Edinho, ao chegar ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para a posse do ministro Kassio Nunes Marques como presidente da corte.

Lula insiste em Pacheco como candidato em Minas, apesar de desconfiar que o senador tenha votado contra a indicação do ministro Jorge Messias (Advocacia Geral da União) para o STF (Supremo Tribunal Federal). De acordo com relato do senador a pessoas próximas, esse tema permeou a conversa com Edinho nesta terça.

Enquanto dá declarações em conversas de que resiste a concorrer ao governo de Minas Gerais, Pacheco passou a ser cotado para outro cargo, o de ministro do TCU (Tribunal de Contas da União). Ele poderia ser indicado para o lugar do ministro Bruno Dantas, que deve aceitar uma proposta da iniciativa privada para deixar a corte. Segundo Pacheco contou a aliados, porém, esse não foi um tema da conversa.