SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente estadual do PSDB, Paulo Serra, ex-prefeito de Santo André, divulgou comunicado neste domingo (21) oficializando sua desistência de concorrer ao governo de São Paulo. Serra vai tentar uma vaga na Câmara dos Deputados.

Conforme a Folha informou na semana passada, Serra já havia comunicado a aliados que deveria desistir do plano estadual.

Entre março e abril, quando o diretório nacional do PSDB estudava lançar o ex-ministro Ciro Gomes à Presidência, integrantes da cúpula do partido avaliavam que manter a candidatura de Serra teria importância estratégica porque garantiria a Ciro um palanque no estado mais populoso do país.

Com a decisão de Ciro de tentar o governo do Ceará, a eventual candidatura de Serra perdeu força.

Em entrevista ao Diário do Grande ABC, Serra disse ter recebido do presidente nacional do partido, Aécio Neves, a sugestão de adiar a candidatura ao governo para ajudar a ampliar a bancada federal do PSDB, que concorre em federação com o Cidadania.

Aliados do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) também buscaram interlocução com Serra e integrantes do PSDB para evitar a candidatura. Tarcísio trabalha para derrotar Fernando Haddad (PT) ainda no primeiro turno e seus aliados tentam reduzir o número de adversários na centro-direita.

Se as negociações prosperarem, o apoio formal da legenda a Tarcísio deve ser anunciado na convenção estadual do PSDB e, entre os tucanos, há expectativa de participar do governo com alguma secretaria estadual. O presidente estadual do partido não é parente de José Serra.

Na última pesquisa Datafolha para o governo do estado, divulgada em março, Serra obteve 5% das intenções de voto, empatado com o deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP).

Kataguiri também anunciou, no sábado, sua saída da corrida eleitoral para o governo de São Paulo. Ele tentará a reeleição para a Câmara. O Missão ainda avaliará se lançará outro nome para o governo ou se vai se manter neutro. Por enquanto, descartam apoiar outro candidato.

Na nota deste domingo, Paulo Serra afirmou que tomou a decisão "após um amplo processo de reflexão, de diálogo e de avaliação sobre o atual momento político".

"Não encaro esta decisão como um recuo, mas como a continuidade de um projeto que nasceu em Santo André, ganhou dimensão estadual e que, agora, busca contribuir para o futuro do Brasil", diz o texto.