Uma ocorrência de homicídio consumado mobilizou a Polícia Militar, em Barroso, revelando um cenário de violência e versões conflitantes sobre o que realmente aconteceu na noite da última sexta-feira (12), no bairro Jardim Bandeirantes.

No local, os policiais se depararam com um corpo masculino de 36 anos, já sem vida, caído com uma perfuração na cabeça. O ambiente, em desordem e com vestígios de sangue, sugeria uma luta corporal. Na mesma residência, outro homem, de 42 anos, foi encontrado com ferimentos no rosto e na coxa. Ele foi socorrido pelo SAMU e levado para o hospital, onde as contradições sobre o crime começaram a surgir.

Inicialmente, o sobrevivente alegou que um atirador em uma motocicleta seria o responsável. No entanto, foi constatado que seus ferimentos não eram de arma de fogo, mas sim de arma branca. Diante da evidência, ele mudou sua versão, apontando o próprio filho, um jovem de 26 anos, como o autor do disparo fatal. Segundo o pai, a briga teria começado quando a vítima, armada com uma garrucha calibre .22, teria o agredido com uma faca. O filho, então, teria tomado a arma e disparado.

A Polícia Militar localizou e prendeu o jovem, que negou qualquer envolvimento, afirmando que havia saído da casa dias antes. Vizinhos contaram ter ouvido um tumulto e o consumo de bebidas alcoólicas na residência. Após uma discussão, um estampido foi ouvido, inicialmente confundido com um artefato explosivo. Algumas pessoas disseram ter visto o suspeito no local do crime, mas preferiram manter o anonimato por medo de retaliação.

Pai e filho foram colocados frente a frente, e o pai manteve sua versão, acusando o filho de ter efetuado o disparo. Com as narrativas contraditórias e indícios que apontam para o envolvimento de ambos, os dois foram apresentados à Autoridade Policial. As investigações agora seguem sob a responsabilidade das autoridades competentes, que buscam desvendar a verdade por trás do crime.

Reprodução | Internet - Arma de fogo

COMENTÁRIOS: