A Justiça de Minas Gerais determinou a paralisação imediata das operações da Vale no Complexo Minerário de Fábrica, em Ouro Preto, após o rompimento de uma estrutura na Cava Área 18, ocorrido em 25 de janeiro de 2026. A decisão atende a pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e do Estado.
O colapso provocou o extravasamento de cerca de 262 mil metros cúbicos de água e sedimentos, atingindo áreas operacionais, propriedades de terceiros e cursos d’água da bacia do Paraopeba, como o córrego Água Santa e o Rio Maranhão. Segundo a ação, falhas no sistema de drenagem e o uso inadequado da cava contribuíram para o incidente.
A decisão judicial determina a suspensão total das atividades, exceto ações de mitigação de riscos, além da apresentação de um plano emergencial, monitoramento da qualidade da água e mapeamento das estruturas da mina. O descumprimento pode gerar multa diária de R$ 100 mil, limitada a R$ 10 milhões.
O pedido de bloqueio cautelar de R$ 846,6 milhões não foi aceito pela Justiça.