O Ministério Público de Minas Gerais e a Polícia Militar de Minas Gerais deflagraram, na manhã desta quarta-feira (4), a segunda fase da Operação Arlequina, com mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva contra investigados de integrar uma organização criminosa que atua na Zona da Mata. O grupo é suspeito de participação em diversos homicídios recentes na região, incluindo uma execução ocorrida dentro da APAC de Viçosa.

A ação foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), regional da Zona da Mata, com apoio da 4ª Promotoria de Justiça de Viçosa. Nesta fase, foram cumpridos mandados expedidos pelo Judiciário da Comarca de Viçosa.

Durante a operação, duas pessoas também foram presas em flagrante. Foram apreendidos artefatos explosivos, munições, um revólver calibre .38, uma espingarda calibre .20, uma capa de colete balístico, uma balança digital e quatro celulares, além de outros materiais considerados relevantes para as investigações.

Somadas as duas fases da Operação Arlequina, já foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão e oito mandados de prisão.

Primeira fase

A primeira etapa da operação ocorreu em 25 de setembro de 2025 e teve como alvo a principal traficante da região de Viçosa e integrantes do grupo dela. Os investigados eram suspeitos de envolvimento com organização criminosa interestadual e de planejar a execução de um policial penal que atuava na Zona da Mata.

Na ocasião, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão, sete de prisão preventiva e um de interdição de imóvel utilizado pela facção, nas cidades de Viçosa e Cajuri. Armas, munições e drogas foram apreendidas.

Segundo as autoridades, durante as diligências daquela fase, a líder do grupo reagiu à abordagem policial e morreu após confronto.

A operação mobiliza cerca de 80 policiais militares, servidores do Ministério Público e quatro promotores de Justiça. Mais detalhes devem ser divulgados ao longo do dia.

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Homicídios | operação

MPMG - Reprodução

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