O prefeito de Argirita, na Zona da Mata mineira, foi denunciado por crime de responsabilidade sob acusação de realizar contratações temporárias irregulares e deixar de nomear candidatos aprovados em concurso público. Segundo a denúncia, ao menos 73 contratações teriam sido feitas de forma irregular em 2025, enquanto 24 aprovados no concurso de 2024 não foram convocados.

De acordo com as investigações do Ministério Público de Minas Gerais, mesmo com concurso válido até 2026, o chefe do Executivo municipal teria optado por preencher vagas com contratos temporários, inclusive em cargos já contemplados no certame. Também há apontamentos de nomeações em desacordo com os cargos de aprovação, como casos em que candidatos foram designados para funções diferentes das previstas.

A denúncia ainda indica que processos seletivos foram realizados em 2025, mesmo com a existência de concurso vigente para os mesmos cargos. Em alguns casos, contratos temporários teriam ultrapassado o prazo máximo permitido.

O Ministério Público também aponta que o prefeito foi previamente notificado sobre as irregularidades e orientado a corrigi-las, mas as práticas teriam sido mantidas. Diante disso, foram ajuizadas ações na Justiça pedindo a nomeação dos aprovados e a suspensão dos processos seletivos.

Caso seja condenado, o prefeito pode cumprir pena de até 10 anos de reclusão.

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