O Ministério Público de Minas Gerais deflagrou, na manhã desta quarta-feira (8), a Operação “Cavalo de Troia”, com cumprimento de sete mandados de busca e apreensão nos municípios de Laranjal e Além Paraíba. A ação investiga possíveis fraudes em licitações e outros crimes contra a administração pública.
As diligências foram realizadas em residências de investigados e sedes de empresas, com apoio das Polícias Civil e Militar. O objetivo é reunir provas para apurar a atuação de empresas suspeitas de irregularidades em contratos firmados com a Prefeitura de Laranjal.
Segundo o Ministério Público, as investigações começaram após a identificação de que duas empresas, ambas de Além Paraíba, passaram a vencer sucessivos processos licitatórios no município de Laranjal a partir de 2024.
Uma das empresas teria apresentado atestados de capacidade técnica com informações falsas para assumir contratos relevantes, como a gestão de uma instituição de longa permanência e do hospital municipal. Também há indícios de que a empresa alterava sua atividade econômica poucos dias antes das licitações, possivelmente para atender às exigências dos editais.
A outra empresa investigada é suspeita de manter uma sede fictícia em Laranjal apenas para cumprir exigências de localização em licitações. Além disso, há indícios de que ambas atuavam de forma conjunta, inclusive com troca de documentos para comprovação de capacidade técnica.
Durante as apurações, o Ministério Público também identificou possíveis casos de superfaturamento e emissão de notas fiscais sem a efetiva entrega dos produtos contratados.
As investigações apontam ainda que os responsáveis pelas empresas mantêm relação pessoal, o que pode indicar uma atuação articulada para fraudar os processos.
O material apreendido será analisado e, caso as irregularidades sejam confirmadas, os envolvidos podem responder por crimes como fraude em licitações, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
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