Uma ação busca acabar com um esquema de coação e intimidação contra testemunhas, vítimas e denunciantes de um processo criminal em andamento. Durante a operação, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (14), foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva. A operação aconteceu no município de Nova Belém, no leste de Minas.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo de Garantias da Primeira Vara Federal Criminal de Montes Claros (MG). Durante as buscas, os agentes apreenderam celulares e documentos, que agora vão passar por perícia.
Liberdade provisória revogada
Os dois alvos das prisões preventivas já são réus na Justiça Federal pelo crime de promoção de migração ilegal. Eles haviam sido presos inicialmente em fevereiro de 2026, mas conseguiram o benefício da liberdade provisória sob a condição de cumprirem medidas cautelares impostas pelo juiz.
De acordo com a PF, logo após saírem da prisão, os acusados descumpriram as regras e passaram a ameaçar diretamente quem colaborava com as investigações.
"As investigações apontam que as condutas teriam sido praticadas com o objetivo de constranger pessoas envolvidas no processo criminal, causando profundo temor nas testemunhas e vítimas, especialmente em razão do poder político e econômico atribuído aos investigados", informou a corporação em nota.
Próximos passos e penalidades
Com a nova prisão, os investigados devem retornar ao sistema prisional para garantir que as provas não sejam destruídas ou manipuladas e que as testemunhas fiquem em segurança até o julgamento.
Além de responderem pelo processo original de migração ilegal, os réus agora responderão por coação no curso do processo e associação criminosa.
As investigações continuam e outros crimes podem ser descobertos a partir da análise do material apreendido nesta terça-feira.
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