Mais de 1.600 embalagens vazias de agrotóxicos ganharam um destino seguro em Muriaé nos últimos dias. O recolhimento faz parte da 5ª edição do projeto Campo Limpo Muriaé, promovido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, que busca evitar a contaminação do solo e de nascentes na zona rural do município.
A iniciativa, focada no recolhimento e no descarte ecologicamente correto de embalagens vazias de defensivos agrícolas, alcançou a marca de 1.664 unidades recolhidas. O volume representa um aumento expressivo de aproximadamente 66% em relação ao ciclo anterior, quando cerca de mil recipientes foram coletados.
A maior parte do lote arrecadado foi de garrafas de 1 litro (944 unidades) e galões de 5 e 20 litros, além de sacos flexíveis e latas. A proposta do programa é simplificar o descarte correto para os agricultores, impedindo que os recipientes fiquem abandonados nas propriedades ou sejam queimados e jogados no lixo comum.
Reforço no descarte
Segundo a prefeitura, a coleta do Campo Limpo não é a única via de descarte da cidade, mas funciona como um reforço à logística reversa que as próprias lojas de defensivos agrícolas já são obrigadas a oferecer.
A iniciativa conta com a parceria do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), da Emater e de secretarias municipais como a de Saúde e de Agricultura.
O descarte incorreto contamina o solo, rios e lençol freático com resíduos químicos altamente tóxicos. Ele também expõe trabalhadores e animais ao risco de intoxicações graves, além de poluir o ar quando queimado e contaminar a água potável.
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