O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da 6ª Promotoria de Justiça de Lavras, no Sul de Minas, obteve a condenação de um homem a 64 anos e três meses, em regime inicial fechado, pelos crimes de tentativa de feminicídio contra sua companheira e tentativa de homicídio qualificado contra o próprio filho, de apenas 7 meses. O julgamento pelo Tribunal do Júri foi realizado na última quinta-feira, 8 de outubro de 2026, após quase 12 horas de sessão. O júri contou com a atuação do promotor de Justiça Pedro Henrique Guimarães Costa.

Segundo a denúncia do MPMG, o crime ocorreu no dia 21 de setembro de 2025, na Vila Nilton Teixeira, e foi motivado após discussão banal. Na ocasião, o acusado despejou etanol sobre a companheira, que segurava o bebê de sete meses no colo, e utilizou um isqueiro para atear fogo em ambos. As vítimas sofreram queimaduras, mas os crimes não se consumaram devido à interrupção da ação e ao socorro médico prestado em tempo hábil.

O Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese apresentada pelo Ministério Público, reconhecendo a materialidade, a autoria e as qualificadoras dos crimes.

Além de manter a prisão preventiva do réu, até que seja julgado o recurso da Defensoria Pública, o Juízo fixou o valor mínimo de 50 salários mínimos para a reparação dos danos morais e materiais causados à mãe e ao bebê, além de declarar a incapacidade do réu para o exercício do poder familiar em relação ao filho.

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Marcos Santos/USP Imagens - Preso algemado

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