Segunda-feira, 5 de dezembro de 2011, atualizada às 19h13

Juiz de Fora é a segunda cidade em Minas Gerais com mais casos de dengue

Da Redação
dengue

Juiz de Fora está em segundo lugar nos municípios mineiros que mais tiveram notificações de dengue em 2011, com 2.935 notificações, acumulando 566,74 casos por cem mil habitantes em 2011. A cidade só perde para Belo Horizonte, que está em primeiro lugar no levantamento, com 7.858 notificações e 330,80 casos por cem mil habitantes de incidência.

Governador Valadares está em terceiro lugar na análise, com 2.750 notificações e incidência 1.043,27 casos por cem mil habitantes. Em quarto lugar, a cidade de Uberaba apresentou 2.585 casos e 873,31 casos por cem mil habitantes.

No total, Minas Gerais contabiliza 61.065 casos de dengue, de janeiro a 1º de dezembro de 2011. No mesmo período do ano passado, o Estado registrou 261.915 casos de dengue. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, dia 5 de dezembro, pela Secretaria de Estado de Saúde (SES).

Óbitos

Ainda em Minas, existem seis óbitos em investigação e 21 óbitos confirmados, sendo todos para dengue grave. Os óbitos aconteceram nos seguintes municípios: Recreio (um, por febre hemorrágica), Juiz de Fora (um), Contagem (um), Água Boa (um), Itabirinha de Mantena (um), Timóteo (um), Corinto (um), Coroaci (um), Januária (um), Nova Serrana (um), Itabira (um), Mantena (um), Rio Acima (um), Visconde do Rio Branco (um), Ipatinga (um), Uberaba (dois), Timóteo (dois), Contagem (um) e Mutum (um).

Campanha

Foi lançada nesta segunda-feira, dia 5 de dezembro, a Campanha Nacional de Combate à Dengue 2011/2012. Com o slogan Sempre é hora de Combater a Dengue, o objetivo da campanha é reforçar a sensibilização da população sobre a importância da prevenção contra o mosquito Aedes aegypti, mantendo hábitos simples como limpar calhas, caixas d'água e recolher o lixo.

Com formato educacional e informativo, a campanha será dirigida aos professores, agentes de saúde, gestores municipais, educadores, profissionais de saúde, crianças e a população em geral. As ações de comunicação do Ministério da Saúde são desenvolvidas com base em dois cenários: período não epidêmico e período epidêmico.

Até o fim de dezembro, durante o período não epidêmico, o foco é o incentivo para adoção de hábitos diários de prevenção, como manter garrafas vazias viradas para baixo, trocar a água das plantas aquáticas regularmente, entre outras ações capazes de reduzir os criadouros.

Para o período epidêmico, que vai de janeiro a maio, além de manter as medidas de prevenção para evitar a proliferação do mosquito transmissor, o foco da campanha enfatizará também a importância do reconhecimento dos sinais e sintomas da doença pela população. A campanha enfatiza a necessidade de acompanhamento por um profissional de saúde dos casos suspeitos de dengue e alertar sobre os riscos da automedicação pela população.

A campanha nacional começa a ser veiculada ainda neste ano. Ao todo serão dois filmes de TV e três spots informativos sobre o seu lançamento nacional. As peças publicitárias incluem outdoors, folders, cartazes para transporte público, paradas de ônibus e outros.

Redes sociais

Além da campanha, o Ministério da Saúde também está apresentando o Observatório da Dengue pelas redes sociais, ferramenta que permitirá o monitoramento de casos suspeitos de doença em todo o país. A metodologia está sendo desenvolvida pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INWEB), da Universidade Federal de Minas Gerais. O sistema faz o recolhimento de mensagens publicadas na rede social Twitter sobre dengue. As mensagens são filtradas e, aquelas relacionadas às queixas pessoais de suspeita de dengue, são monitoradas e avaliadas.

As informações selecionadas serão enviadas à Secretaria de Vigilância em Saúde. A metodologia permite a comparação dos números de tweets captados na semana com o histórico de ocorrência dos períodos de epidemia e de baixa transmissão em cada município. Todo esse processo é feito em tempo real. Será gerado um relatório que irá mapear a suspeita dos casos de dengue nos municípios com mais de cem mil habitantes. Com a nova tecnologia, o Ministério da Saúde terá a possibilidade de obter oportunamente informações sobre a ocorrência de possíveis surtos e assim alertar os estados e municípios.

Os textos são revisados por Thaísa Hosken

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