Segunda-feira, dia 12 de novembro de 2007, atualizada às 17h34

Encontro sobre parto humanizado aborda o movimento em defesa da Casa de Parto. Em JF, mais de 50% dos partos, realizados em 2006, foram cesárias


Sílvia Zoche
Subeditora

Os trabalhos de parto da Casa de Parto de Juiz de Fora ainda estão suspensos, segundo a enfermeira obstetra Heloísa Martins de Oliveira. "Ainda estamos impedidas de fazer os partos e o Ministério da Saúde já nos deu parecer favorável".

Enquanto aguardam a decisão da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), as representantes da Casa de Parto aproveitam para mostrar a necessidade da Casa em JF, durante o Encontro Nacional pela Humanização do Parto e Nascimento, que acontece em Juiz de Fora nos próximos dias 16 e 17 de novembro, no Colégio Stela Matutina (Avenida Independência, 905).

"Vamos mostrar que o trabalho é importante para a comunidade, mostrar cientificamente, com médicos conceituados fazendo as palestras", diz Heloísa.

Entre os objetivos está a discussão sobre a necessidade de um parto humanizado. "A mulher é respeitada em suas vontades, necessidades, na conduta específica para seu parto, na posição que fica mais confortável. Na Casa de Parto, temos grupos de casal gestantes, em que orientamos a mulher".

Nestes grupos, entre outros ensinamentos, a mulher entende como é o parto e quando é necessário passar por uma cesariana. "A mulher vai saber que tem indicação. Não é ela ou o médico quem escolhe, mas sim a necessidade do momento".

Em 2006, Juiz de Fora registrou 53% de cesarianas, como informou a assistente social da Casa de Parto, Terezinha Nascimento Martins da Costa. A Organização Mundial de Saúde (OMS) diz que o número máximo deve ser de 15%. "Entre as mulheres de nível superior são mais de 80% de cesarianas", comenta Terezinha, que diz que algumas portarias do Ministério da Saúde há alguns anos fez o número no SUS ter uma pequena queda. "Mas é um número que tende a se manter ou até aumentar", alerta.

Inscrições

As inscrições para o Encontro serão feitas no local no valor de R$ 20 para profissionais da área e R$ 10 para estudantes e comunidade.

Programação

16/11 (sexta feira)

  • 16h: Início do Credenciamento e Abertura da Feira pelo Parto Humanizado (Estandes com vendas de produtos e exposição de trabalhos acadêmicos, eventos culturais paralelos).

  • 18h: Mesa de Abertura: Representante do Ministério da Saúde, da SSSDA/JF, UFJF, Faculdade de Enfermagem da UFJF (Departamento Materno-Infantil e Saúde Pública), ABENFO, Aliança pela Infância,Amigos da Casa de Parto de Juiz de Fora, ReHuNa, COREN-MG, Casa de Parto de Juiz de Fora.

    Ato cultural

  • 19h: Conferência de Abertura: As políticas públicas para mudança do modelo de atenção ao parto no Brasil. Drª Daphne Rattner. Área Técnica de Saúde da Mulher – Ministério da Saúde

  • 19h45: Humanização da atenção ao nascimento é viável? A experiência do Sofia Feldman. Dr. Ivo Lopes (Diretor do Hospital Sofia Feldman).

  • 20h30: Humanização da Assistência ao Parto e Nascimento. A contribuição da Enfermeira Obstetra. Míriam Rego de Castro Leão - ABENFO

    17/11 (sábado):

  • 7h30: Credenciamento

    8h: Casa de Parto/JF: conquistas, limites e possibilidades – Maria das Dores de Souza (Vice-coordenadora da Casa de Parto/JF e Terezinha Martins da Costa (Deptº V.Epidemiológica – SSSDA/ Casa de Parto/JF)

  • 8h30 às 9h50: Centro de Parto Normal: evidências científicas, riscos, responsabilidades e resultados. Vilma Etsuko Nishi (Monte Azul), Nágela Cristine Pinheiro (Hospital Sofia Feldman), Leila Azevedo (Realengo/RJ), Rosana Almeida Paes (COREN-MG)

  • 9h50 às 10h: Coffee Break

  • 10h: A experiência de Casas de Parto em um país desenvolvido: o exemplo do Japão - Joanna d'Arc Gonçalves (Casa de Parto/JF), Thelma Malagutti Sodré - Enfermeira Obstetra (Universidade Estadual de Londrina)

  • 10h30: Aspectos ecológicos da atenção ao parto: Heloisa Lessa - Enfermeira Obstetra – Mestre em Obstetrícia. Faz parto domiciliar.

  • 11h: Conferência Magna: O futuro da atenção a partos e nascimentos. Dr. Michel Odent - Obstetra francês- Pioneiro- fundador da Primal Health- Centro de Pesquisas em Saúde

  • 12h30 às 14h: Intervalo para almoço

  • 14h: Humanização do parto e nascimento. Revisitando conceitos. Marcos Leite (Presidente da ReHuNa)

  • 14h30: Avanços e dificuldades do movimento pela humanização no país na visão das organizações não governamentais. Lucía Caldeyro (Ando), Fadynha (Instituto Aurora), Mireillie Jandorno (Parto do Princípio) e ReHuNa

  • 15h30: A importância da primeira hora de vida do bebê - João Aprígio – Coordenador da Rede Internacional de Banco de Leite Humano, Laura Uplinger – psicóloga, Carla Machado - Psicóloga. Moderador: Herdy Alves (Instituto Aurora)

  • 16h30: Visita e abraço à Casa de Parto. Café colonial - Reunião da Frente de Defesa da Casa de Parto no Brasil

Fonte: Assessoria de Imprensa de Apoio à Casa de Parto

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