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    Domingo, 31 de janeiro de 2016, atualizada às 9h

    Conselheiros orientam sobre perigos do uso de álcool e drogas em festas

    Lucas Soares
    Repórter

    O Carnaval se aproxima e, junto com ele, a vontade de "curtir" a festa em adolescentes, jovens e adultos acaba sendo associada ao consumo excessivo de álcool e, em casos mais extremos, ao uso de substâncias ilícitas.

    Embora isso seja encarado com naturalidade por boa parte das pessoas que optam por curtir a folia, os conselheiros em dependência química Marcio Villela Pedras e Cecília Junqueira Rodrigues alertam para o perigo das drogas e das bebidas alcoólicas, que tendem a crescer neste período. Confira o que eles têm a dizer.

    1) Quais cuidados que as pessoas devem ter, nessa época de festividades, com bebidas e outras drogas?

    É importante tomar cuidado com o uso exagerado de bebidas e outras drogas psicoativas, pois elas tornam as pessoas mais susceptíveis a transtornos físicos e comportamentais, fragilizando o juízo interno de “ certo e errado”.

    No Carnaval, crescem sensivelmente os casos de sexo casual, violência, coma alcoólico, acidentes automobilísticos e rompimentos afetivos. As bebidas e outras drogas são plano de fundo dessa estatística.

    2) Quem é um dependente químico, deve ir às festas onde este tipo de consumo é mais frequente, como Carnaval? Como proceder?

    O dependente químico deve evitar pessoas, hábitos e lugares de “ativa”. O Carnaval por exemplo, é um lugar de vinculação ao uso de drogas, que aciona o sistema de recompensa do cérebro e já starta uma recaída emocional, antes mesmo da recaída com a substância psicoativa.

    Certamente, o Carnaval é um fator de risco de uso de drogas. O oposto do risco são os fatores de proteção, que são as características desejáveis e construídas no processo de tratamento do dependente químico.

    3) Nessa época, muitos jovens estão mudando de cidade e vida, em função de faculdade e escola. Qual é a orientação para a família e para esses jovens?

    É importante dizer que é bem provável que as características de propensão ao desenvolvimento de uma dependência química já estejam no sujeito e não no lugar. A constituição psicológica e as habilidades de enfrentamento da vida são decisivas para a instauração do vício ou não.

    Mas as influências culturais e sociais também influenciam a relação do sujeito com o mundo, portanto, a escolha de ambientes saudáveis e grupos sociais funcionais ajudam muito na blindagem do sujeito.

    4) Como que a pessoa identifica um vício? Qual o procedimento para cuidar deste dependente?

    A palavra vício é originária do latim “vitium”, que significa falha ou defeito. No caso do dependente químico, vício é uma resposta defeituosa do corpo ao uso repetido de substâncias psicoativas.

    Existe o critério de diagnóstico de dependência química, que deve ser feito por um profissional da saúde habilitado, mas de forma genérica, o aumento da tolerância ao uso, o estado de abstinência e a compulsão para consumir a droga são indicadores.

    Embora a dependência química seja uma doença complexa e multifatorial, ela é passível de tratamento através de terapia, suporte medicamentoso, atividade física regular, exercício da fé, grupo de mútua ajuda, internações...

    5) O que a família deve fazer para evitar que um jovem se envolva com drogas e bebidas?

    Ninguém sabe ao certo quando se passa de abusador para dependência química, costuma ser um processo de construção do vício muito doloroso ao longo dos anos. O perigo é que entre o abuso e a dependência existe um limite muito tênue.

    O familiar sofre e adoece junto, embora não seja o responsável pela dependência química do outro. Sabemos que tem alguns comportamentos do familiar que podem ajudar a evitar a progressão da dependência química, como não negar o problema, dialogar sempre e abertamente, estabelecer limites e disciplina, procurar ajuda o quanto antes.

    É importante que os membros afetados pela dependência química tenham uma postura de auto acolhimento e enfrentamento do problema. É possível vencer, só não dá para negociar com o vício.

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