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    Segunda-feira, 11 de abril de 2016, atualizada às 15h00

    Secretaria de Saúde alerta para risco de proliferação de Caramujo Africano

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    A Secretaria de Saúde da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) emitiu alerta à população sobre o aumento da população do Caramujo Africano na cidade. Nesta época do ano, que é período chuvoso, a espécie se prolifera muito e não há predadores na região. Para combatê-lo, o setor de Zoonose orienta moradores das áreas urbana e rural sobre a importância da realização correta da coleta do caramujo.

    A secretaria explica que é importante identificar as diferenças entre o Caramujo Nativo e o Africano, tendo em vista que o primeiro está em equilíbrio no ecossistema e possui predadores, não devendo ser eliminado, e o segundo é responsável por transmitir doenças como a meningite e eosinofílica e contribuir para a destruição do equilíbrio ecológico.

    Para distinguir o caramujo nativo do africano, o ideal é observar as conchas. No caso do Caramujo Nativo, são mais delineadas e bem acabadas do que as do Africano, que são mais alongadas e possuem mais giros. Além disso o Africano possui cor marrom, próximo a coloração da terra.

    Orientações e Dicas

    O veterinário do setor de Zoonoses, José Geraldo de Castro Júnior explica que, após identificado, o molusco deve ser coletado e eliminado. Para evitar a proliferação do caramujo, é preciso manter os terrenos limpos e livres de lixo e entulhos.

    • Para fazer a coleta, as mãos devem ser protegidas com sacos plásticos ou luvas para evitar o contato da secreção com a pele humana.
    • Os caramujos devem ser colocados em um recipiente (balde ou lata) e cobertos de 3 partes de água para uma parte de cloro, e mantidos na solução por 24 horas. Após esse período, os animais estarão mortos, e poderão ser jogados no lixo para coleta urbana.
    • Os caramujos também podem ser triturados, colocados dentro de um saco plástico e depositado no lixo para coleta do Demlurb, ou serem triturados e colocados em um buraco no chão, cobertos com cal virgem, e enterrados.
    • Os ovos do molusco possuem aparência leitosa, e são semelhantes às sementes de quiabo. Ficam na terra, na camada mais superficial, e também devem ser recolhidos e triturados.
    • Não jogue os caramujos em rios, córregos ou lagos, pois eles sobrevivem nestes locais. Não utilize venenos ou produtos químicos, uma vez que outros animais e, até mesmo pessoas, podem ser contaminados.
    • Devido ao estado de alerta para a dengue, as conchas do animal também não devem estar expostas às chuvas para não acumular água e se tornar um potencial criadouro de larvas do mosquito.
    • O veterinário ainda explica que a população nunca deve ingerir o animal, e deve tomar cuidado com o muco que ele deixa sobre os alimentos. Para evitar a ingestão do muco, qualquer alimento cru deve ficar pelo menos meia hora em uma solução de uma colher de água sanitária para um litro de água. Os alimentos que foram comidos pelo Caramujo Africano devem ser dispensados.
    • Não use sal para controlar os caramujos, pois o solo ficará infértil para a produção de vegetais.

    Com informações Prefeitura de Juiz de Fora

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