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    Parque do Museu Mariano Procópio é reaberto ao público Revitalização é entregue à comunidade depois de dois anos de
    obras, mas acervo museológico não terá visitação em 2008



    Fernanda Fernandes
    Repórter
    15/07/2008

    A partir de 16 de julho de 2008, o parque do Museu Mariano Procópio (Mapro) (Praça Mariano Procópio) Pessoa, s/nº) está novamente aberto à visitação, de 08h às 18h, de terça a domingo.

    Foram dois anos de obras e 1.927 caminhões de material orgânico retirados do fundo do lago no processo de revitalização, que incluiu instalação de mobiliário urbano adequado, como bancos e lixeiras, e sinalização com padrão visual unificado.

    O destaque, porém, fica por conta do inovador projeto de iluminação do parque histórico. O entorno do lago recebeu lâmpadas de vapor metálico, enquanto as ilhas ganharam luz do tipo LED.

    Segundo o diretor-superintendente da Mapro, Francisco Antônio de Mello Reis, esta é a maior reforma desde que o parque foi criado. "É uma etapa significante dos trabalhos no museu, dada a importância do parque e a carência de espaços de lazer na cidade", diz.

    Mello Reis comemora a entrega de mais uma etapa dos trabalhos de recuperação do museu à população, mas lamenta o fato de não ter condições de reabrir o prédio Mariano Procópio e a Villa ainda neste ano.

    Acervo continua de portas fechadas

    "O que foi feito até agora é uma etapa significativa dos trabalhos, mas o museu é um conjunto muito grande. Neste ano, temos condições de terminar a recuperação da fachada, cobertura e entorno do Prédio Mariano Procópio", afirma o diretor, dizendo que não há previsão de reabertura do espaço. Segundo ele, seria necessário pelo menos R$ 1 milhão para que o acervo estivesse novamente acessível ao público.

    Isso sem levar em conta inovações museográficas, porque, enquanto não for construído o prédio projetado para ser a sede administrativa da Mapro, não será possível transferir a biblioteca histórica e outros setores do edifício principal, o que liberaria espaço para a nova museografia.

    foto do prédio Mariano Procópio

    Desde o início da gestão de Mello Reis, em 2005, foram investidos R$ 7 milhões no museu, captados por meio de projetos específicos, editais de fomento à cultura, patrocínio de grandes empresas e também com verba da Prefeitura de Juiz de Fora. Ele calcula, entretanto, que ainda sejam necessários R$ 20 milhões para que a a instituição esteja em condições adequadas a sua importância.

    Para captar novos recursos, já está em fase de impressão um material informativo. Produto que não era confeccionado no museu há dez anos.

    Na lista das obras já realizadas estão reformas estruturais, como a da fundação dos prédios e a construção de um poço artesiano, além da aprovação de vários projetos em andamento. A Villa está passando por substituição de toda a cobertura e por restauração do forro. O próximo passo no prédio histórico é colocar em prática o novo projeto luminotécnico e elétrico.

    Também está em andamento a recomposição de piso e guarda-corpo na área externa das construções. Duas fachadas do prédio Mariano Procópio foram restauradas neste ano. O trabalho envolveu a substituição e a revisão de peças de litocerâmica, material inadequado que havia sido utilizado em uma reforma na década de 1990. O minucioso trabalho realça a camada original, de 1922.

    História e natureza

    Foto do parque do museu O parque do Museu Mariano Procópio foi aberto ao público em 1934, dois anos antes que Alfredo Ferreira Lage fizesse a doação oficial ao município. A revitalização do espaço buscou aliar o conforto contemporâneo aos aspectos naturais e históricos daquela época.

    Mello Reis reforça o trabalho conjunto de arquitetos da cidade e dos especialistas em paisagismo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em todo o processo de revitalização. "A parte contemporânea não agride o caráter histórico", ressalta.

    Um dos pontos que chama a atenção é o jardim simétrico, cujo projeto paisagístico é atribuído ao arquiteto francês Auguste Glaziou, que teria feito o estudo para a antiga chácara de Mariano Procópio Ferreira Lage.

    Com o passar dos anos, o jardim foi perdendo o traçado original, agora recuperado e preenchido com as mesmas espécies comuns ao período em que foi criado.

    O lago ganhou cinco pedalinhos e novo estaqueamento, depois da retirada da matéria orgânica depositada no fundo do espelho d'água. Cisnes negros já habitam o local e tornaram-se os mascotes do parque, inspirando também a logomarca a ser utilizada no material de divulgação.

    Toda a parte onde havia a antiga lanchonete e os viveiros foi remodelada, assim como os parques infantis e a gruta ornamental, construída com pedras da Estrada União e Indústria em 1861.

    foto de uma aprte do parque foto de pedalinhos foto de uma área do lago foto de uma área do lago foto de uma gruta foto da lanchonete

    A lanchonete ainda não foi aberta, pois é preciso passar pelo processo burocrático de abertura de concorrência, mas a equipe administrativa da Mapro estuda uma forma de ocupação provisória, enquanto o serviço não for oficialmente definido. A intenção é de que o espaço ofereça produtos diferenciados, voltado para alimentação natural.

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