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    Prêmio Jovem Empreendedor


    Aluna da Escola Municipal Cecília Meireles vence o 1º Prêmio Jovem Empreendedor e dá uma lição de cidadania em seu texto

    Renata Cristina
    Colaboração
    15/08/2006

    Assista o vídeo com a estudante vencedora do Prêmio Jovem Empreendedor, Rosyane Laiz de Oliveira Grosman, lendo um trecho da redação os Cem anos do 14 BIS.

    Veja!

    Rosyane Laiz de Oliveira Grosman é só sorrisos. Depois de passar pela expectativa do resultado do concurso Jovem Empreendedor, promovido pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), ela recebeu a notícia que foi a grande vencedora. A jovem, de apenas 15 anos e de uma família de sete irmãos, estudante da 8ª série da Escola Municipal Cecília Meireles, no bairro Nova Era, destaca a importância desses projetos para estimular a curiosidade dos alunos em vários ramos do conhecimento. “Nunca imaginei que fosse me interessar por tecnologia e tive que estudar sobre isso para falar de Santos Dumont”, ressalta.

    O tema do concurso foi Criatividade e Inovação: os cem anos do 14 Bis, rendendo homenagem ao Pai da Aviação, Alberto Santos Dumont. A partir desse contexto, os alunos tiveram que escrever uma redação que abordasse a história de Santos Dumont, suas invenções, além de falar sobre a importância da criatividade e identificar um problema e mostrar a solução para o mesmo. No caso de Rosyane, ela enfatizou o valor dos inventores para a evolução humana. “O mundo que temos hoje só existe graças às mentes brilhantes dessas pessoas”, afirma.

    O texto da vencedora também deu destaque aos inventos de Santos Dumont e ajudou-a a conhecer um pouco da história deste brasileiro. “Percebi que o 14 Bis foi uma criação muito impressionante para aquela época”. Com esse estudo, Rosyane se deparou com o problema que precisava para a sua dissertação: “A tecnologia é muito eficaz e pode ser usada tanto para o bem quanto para o mal. Por isso, alguns gênios morrem de tristeza ao ver suas criações, como foi o caso de Dumont”, ressalta.

    Como proposta, a estudante deixou uma mensagem digna de gente grande: “Cabe ao inventor ter a consciência sobre os impactos que as suas invenções podem causar”, disse. A menina pensadora acredita que o brasileiro é um dos povos mais criativos do mundo e, que, na situação das crianças e jovens, o problema está nos pais. “O nosso povo tem capacidade de sonhar e construir, mas o vejo é que muitas pessoas dão tudo aos seus filhos e, com isso, tiram deles a vontade de sonhar”, pondera.

    No total, participaram 13 alunos de escolas municipais e estaduais de Juiz de Fora. Rosyane recebeu o certificado de participação e a medalha de primeira colocada foi contemplada com uma bolsa de estágio remunerado no Centro Regional de Inovação e Transferência de Tecnologia (Critt), onde ela terá acesso a conceitos relacionados a ciência, tecnologia, inovação, transferência de tecnologia, empreendedorismo, entre outros.

    A diretora da Escola Municiapl Cecília Meireles, Sueli Maria de Souza Pacheco, foi uma das que incentivou os alunos na participação do concurso. “O aluno que é premiado sente-se valorizado e muda sua postura rapidamente. Passa a ver que tem potencial”, diz a diretora. Segundo ela, todos os professores da escola procuram estimular a atuação dos estudantes em projetos para não concentrarem suas atividades apenas naquele ambiente.

    Rosyane já participou de um concurso de redação do DENATRAN e ficou em 2º lugar e conseguiu a 1ª colocação no concurso de redação da Belgo Mineira. A irmã da estudante, Renata Grosman, que também estuda na Cecília Meireles alcançou a primeira colocação na turma do DENATRAN.

    O segundo lugar do Prêmio Empreendedor ficou com o estudante Felipe Silva Marciano, da Escola Estadual São Vicente de Paulo, no bairro Borboleta. O jovem de 14 anos indicou um problema inusitado em sua redação. “Vi que muitas aviões caem por causa de urubus que batem nas turbinas”, revela. Felipe também se interessou pelo concurso na escola e confesa que decidiu em participar só pelo tema. “Adoro aviação, por isso foi muito bom participar. Todos estão felizes com a minha colocação”.

    A diretora da da Escola Estadual São Vicente de Paulo, Ana Crsitina Aroeira, comemora o resultado e diz que é necessário o investimento de empresas no aprendizado dos alunos. “É preciso abrir o horizonte dessas crianças e nada melhor do que um estímulo como esse”, destaca.

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