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    UFJF investe em ambientes virtuais de aprendizagem

    Projetos em educação à distância saem do papel e caem na Rede

    Luciana Mendonça
    08/11/2000

    A UFJF integra o consórcio de 62 instituições públicas de ensino superior (Ipes), entre universidades federais, estaduais e Cefets (centros federais de educação tecnológica), que formam a Universidade Virtual Pública do Brasil, UniRede - www.unirede.br -, oficialmente lançada em agosto de 2000, em Brasília.

    A Unirede tem por objetivo democratizar e ampliar o acesso ao ensino superior de alta qualidade e ser um canal privilegiado de capacitação do magistério, através da oferta de cursos a distância nos níveis de graduação, pós-graduação, extensão e educação continuada.

    Nos dias 10 e 11 de novembro, os integrantes da Comissão de Informatização do Ensino da UFJF estarão realizando um seminário para definir o planejamento estratégico da instituição com relação às metas de ação junto à Unirede. Participam aproximadamente trinta pessoas, dentre eles os pró-reitores, um consultor externo e membros do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa MAVA - Multimeios e Ambientes Virtuais de Aprendizagem da Universidade.

    Projeto local trabalha com aprendizagem em multimeios

    Integrado aos projetos e políticas do MEC, da Unirede, da Univir-MG e da própria UFJF, o Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa MAVA - Multimeios e Ambientes Virtuais de Aprendizagem - atua na Universidade Federal de Juiz de Fora desde julho de 2000. No grupo estão 20 professores da UFJF, das áreas de Comunicação, Artes, Engenharia, Química, Ciências da Computação e Letras.

    O MAVA tem por finalidade realizar pesquisa e suporte para o desenvolvimento de ambientes virtuais, com o uso de tecnologias da informação e comunicação. Integram as propostas do grupo o desenvolvimento da Educação a Distância (EAD), Educação Presencial Assistida por Tecnologias da Informação e Comunicação e o uso da imagem mutimidiática no design e comunicação de projetos, produtos e interfaces de espaços virtuais educacionais e organizacionais.

    O grupo é recente e os projetos seguem os primeiros passos: uma home-page foi construída no endereço www.need.ufjf.br/mava.nsf. É a partir dos ambientes virtuais disponíveis nesta home-page que os membros do MAVA se comunicam e se familiarizam com o trabalho colaborativo, através de fóruns de discussão, buscas inteligentes, disponibilização de artigos e interação com programas afins.

    Apesar de o líder, professor José Aravena Reyes (foto ao lado), ser doutor em desenvolvimento de ambientes colaborativos, nem todos os integrantes conhecem profundamente os projetos relacionados a ambientes virtuais de aprendizagem. A capacitação dos professores do próprio grupo é uma meta urgente, segundo informou Aravena. Ele está montando, com seu grupo, uma disciplina para introduzir professores e alunos nestes ambientes virtuais.

    Entretanto, a UFJF já desenvolve, tanto na pós-graduação, quanto na graduação, trabalhos ligados a ambientes virtuais de aprendizagem, que contam com a coordenação de alguns integrantes do MAVA. Um exemplo é o curso de pós-graduação em Desenvolvimento Estratégico do Projeto em Engenharia e Arquitetura (DEPEA). Ministrado de forma semi-presencial, o curso acontece através de aulas nos finais de semana e utiliza, no site www.need.ufjf.br/curso.nsf , um ambiente virtual colaborativo.

    Outro exemplo é a disciplina de graduação Tratamento e Representação da Informação em Arquitetura e Urbanismo (TRIAU). Para complementar as aulas presenciais da disciplina, foi criado o site educacional Debates TRIAU-II, no endereço http://200.17.71.100/DDTPSite/Java/TRIAU em que os alunos realizam atividades de leitura e discussão de tópicos importantes.

    Apesar de terem sido idealizados conforme as atuais experiências em Educação à Distância (EaD), estes dois exemplos exigem o aprendizado semi-presencial, pois ainda não servem para o Ensino à Distância de fato, conforme explica o professor Aravena. Fazer educação à distância, para ele, significa conseguir criar um ambiente integrado em que o professor consiga avaliar e acompanhar os trabalhos e que a atualização do espaço virtual seja constante. Além disso, é preciso criar um projeto e disponibilizar o material pedagógico e que a parte administrativa do curso funcione. Algo que, segundo o professor, ainda não se conseguiu fazer, porque antes é preciso haver uma mudança de paradigmas na educação em geral.

    Aravena acredita que projetos como os desenvolvidos na disciplina TRIAU auxiliam na construção coletiva do conhecimento entre professores, alunos e ex-alunos, utilizando o conceito de groupware. O trabalho é centrado no aluno, de forma personalizada e dinâmica, estimulando a participação, afirma. O objetivo é desenvolver as capacidades de crítica, criatividade e colaboração. Estando na Internet, as barreiras geográficas são eliminadas e os alunos podem, inclusive, trocar informações e opiniões com estudantes de outras universidades brasileiras ou estrangeiras, contribuindo, assim, para uma visão mais global sobre o que está sendo estudado e criando novas experiências de vida. Bem mais do que apenas graduar o aluno, o trabalho permite que ele entre em contato com o mundo além de Juiz de Fora, completa o professor.

    O professor informa que o sistema virtual implementado para a matéria TRIAU pode ser reproduzido em qualquer disciplina da UFJF. Para isso, basta que os coordenadores da instituição ou unidade entrem em contato com o líder do MAVA para requerer o uso acadêmico dos programas, pelo e-mail mava@need.ufjf.br. O MAVA se encarrega de trabalhar tanto na implementação quanto na orientação dos professores sobre como fazer sua página e como usar a dinâmica do sistema.


    Leia também, no arquivo do JFService:
    Educação à distância via Internet: opção para o próximo século (matéria de 04/08/99).

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