Juiz de Fora 150 anos em um minuto:
Os fatos e personalidades que constru?ram a hist?ria da cidade.
Novas cr?nicas todos os dias, de segunda a sexta.
Uma iniciativa da R?dio FM Itatiaia e do JFService

05/06/2000

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Corrida de carros
O centro da cidade, hoje t?o congestionado que torna at? desnecess?rias as placas de velocidade m?xima, j? foi pista de corrida na d?cada de 60. Com disputas pela pole position e largada em frente ao Ciampi, na Avenida Rio Branco, os carros mais velozes da ?poca e pilotos de corrida de todo o Brasil disputaram uma prova num domingo de manh? num circuito que saia da Avenida, descia a Marechal Deodoro at? ? Pra?a da Esta??o, entrava na Rua Halfeld, passava pela Avenida Getulio Vargas, subia a Rua Santa Rita at? atingir novamente a Rio Branco. Os espectadores, trepados nas marquises e nas janelas dos pr?dios ou, por incr?vel que pare?a, aglomerados perigosamente nos passeios, vibravam com os "pintacudas" aos volantes de seus carros e torciam por um corredor de Juiz de Fora. Do alto de uma marquise, o locutor Walmick Campos, da R?dio Industrial, dava uma de "Galv?o Bueno" da ?poca e narrava a emocionante corrida falando "para Juiz de Fora e todo o Brasil." Tudo ia muito bem, at? que numa curva mal feita na Pra?a da Esta??o, o l?der da prova perdeu a dire??o e entrou direto numa padaria. Com esta confus?o, a prova foi suspensa, felizmente com apenas o saldo de um carro bastante danificado, um motorista com alguns arranh?es, um padeiro levemente machucado e muitos p?es e rosquinhas espalhados pelo ch?o. O centro ainda foi palco de outras corridas de carros, e a cidade chegou a ter at? um ?dolo, o jovem Nelsinho Weiss, que corria numa Berlineta amarela.

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Custo de vida
Todos sabem que o alto custo de vida n?o ? algo novo na hist?ria do Brasil. Como todo o pa?s, ainda no s?culo XIX, Juiz de Fora j? enfrentava este problema. Em 1870, a cidade contava com 190 estabelecimentos industriais e comerciais. Havia ainda uma feira livre, que era alvo de constantes cr?ticas. A principal delas era de que os feirantes vendiam preferencialmente para os atacadistas, elevando muito os pre?os dos g?neros aliment?cios. Mais da metade dos sal?rios dos trabalhadores era consumido na compra de alimentos e at? a cadeia se viu obrigada a tomar provid?ncias, j? que, com cada preso, eram gastos 270 R?is com alimentos por m?s. O ?rg?o enviou um of?cio ? c?mara, solicitando que o fornecimento de comida fosse posto em pra?a para ser arrematado por quem oferecesse melhores condi?es. A alimenta??o dos detentos era fornecida ora por Vitorino Braga, ora por C?ndido Roberto Fortes, ambos funcion?rios municipais.

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Centro de Estudos Murilo Mendes
A obra que o poeta juizforano Murilo Mendes produziu ao longo de mais de quatro d?cadas, situa-se hoje como uma das mais importantes da literatura brasileira. Tanto que, a cada dia, vem se tornando crescente o interesse por seu trabalho, o que pode ser constatado atrav?s de diversos estudos feitos sobre seus textos. Al?m de livros de poemas, o juizforano tamb?m publicou textos em prosa, como o volume de mem?rias "a idade do serrote", de 1968. Numerosos artigos sobre artes pl?sticas e literatura tamb?m foram produzidos por Murilo Mendes. Em 1976, a Universidade Federal de Juiz de Fora recebeu parte da biblioteca particular do escritor, doada pela vi?va Maria da Saudade Cortes?o Mendes. O acervo passou, ent?o, a compor o Centro de Estudos Murilo Mendes da Biblioteca Central. J? em 86, em uma carta endere?ada ? UFJF, Maria da Saudade confirma sua inten??o de "alargar as doa?es, na medida do poss?vel". J? em 93, a Universidade nomeia uma comiss?o para implantar um espa?o espec?fico sobre Murilo Mendes, a pedido da pr?pria presid?ncia da Rep?blica. O governo federal passa, ent?o, a auxiliar a transfer?ncia de obras de artes pertencentes a Murilo, de Portugal para o Brasil. Com isso, em 28 de agosto de 1994, ? inaugurado em Juiz de Fora o Centro de Estudos Murilo Mendes. A entidade permanece localizada em um pr?dio da antiga Faculdade de Letras da UFJF, situado na Avenida Rio Branco, em frente ? Santa Casa de Miseric?rdia.

Cr?ditos:
Texto e ?udio - Equipe de Jornalismo R?dio FM Itatiaia JF
Edi??o Internet e recursos digitais - Equipe JFService / ArtNet