A Câmara Municipal de Juiz de Fora debateu na terça-feira (26) o avanço dos casos de hepatite A no município. Segundo dados apresentados pela Secretaria de Saúde durante a audiência pública realizada no Plenário da Casa, a cidade já soma 1.042 casos da doença desde dezembro de 2025 e duas mortes confirmadas. A reunião foi convocada pelo vereador Sargento Mello Casal (PL) e estiveram presentes autoridades municipais, representantes da saúde e moradores.
Durante a audiência, o secretário municipal de Saúde, Jonathan Ferreira, afirmou que a Prefeitura acompanha o aumento dos casos desde o ano passado e atua em conjunto com o Ministério da Saúde e a Superintendência Regional de Saúde para investigar a origem do surto.
Segundo ele, o Município solicitou apoio técnico do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do SUS (EpiSUS), especializado em investigações de campo. “Acompanhamos diariamente as notificações e temos oferecido todo o suporte possível”, afirmou.
A subsecretária de Vigilância em Saúde, Louise Candido, explicou que o período de incubação da hepatite A varia entre 15 e 50 dias, com média de 28 a 30 dias. Ela destacou ainda que a transmissão da doença pode ocorrer até 15 dias antes do surgimento dos sintomas e permanecer por cerca de duas semanas após o início do quadro clínico.
Segundo os dados apresentados, 57% dos casos registrados em Juiz de Fora atingem homens entre 30 e 34 anos. A região Central concentra o maior número de notificações, com 339 casos. Em seguida aparecem as regiões Sul (190), Leste (135), Norte (124), Oeste (93), Sudeste (89) e Nordeste (72).
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A Secretaria de Saúde informou ainda que 2.259 pessoas com mais de 18 anos já foram vacinadas contra a doença. De acordo com a subsecretária, o município registrou aumento de 75% na cobertura vacinal infantil e vem realizando ações de busca ativa nas residências, além do atendimento itinerante por meio do Vacimóvel.
Um dos momentos mais emocionantes da audiência foi o relato da moradora Amanda Floripa, do Bairro Santa Terezinha. Ela contou que o marido, Carlos Eduardo Silva Reis, de 37 anos, morreu em decorrência da hepatite A. Segundo Amanda, a confirmação oficial da presença do vírus foi entregue à família na terça-feira (26).
“Eu estou aqui para representar meu marido, que faleceu pela hepatite A”, declarou.
A primeira morte registrada pela doença na cidade ocorreu em abril. Ângela Cristina Pinto, de 60 anos, morreu no Hospital Maternidade Therezinha de Jesus.
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