Após registrar um pico atípico no primeiro trimestre do ano, o número de novos casos de hepatite A em Juiz de Fora apresentou uma queda expressiva de 95,3% entre março e julho.
Dados preliminares do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), atualizados no início deste mês, apontam que a cidade passou de 428 registros mensais no ponto mais crítico do surto para 20 confirmações no mês passado, o menor patamar computado em 2026.
Para a Secretaria de Saúde, a retração ocorre após cinco meses seguidos de intensificação de medidas epidemiológicas no município, que incluíram a vacinação de bloqueio de contatos e a ampliação da fiscalização sanitária.
A curva do surto
A prefeitura de Juiz de Fora informou que a escalada da contaminação começou a se desenhar logo nos primeiros meses do ano. Em janeiro, o município contabilizou 70 casos da doença. O número mais que dobrou em fevereiro, com 185 caos e atingiu seu ápice em março, quando 428 pessoas foram diagnosticadas com o vírus. Período logo após a tragédia das chuvas na cidade e o contato com a água suja.
A partir de abril, a curva epidemiológica passou a demonstrar sinal de desaceleração gradual, culminando na redução registrada no inverno:
Por se tratar do Sinan, os dados ainda são considerados preliminares e podem sofrer alterações conforme a conclusão das investigações dos prontuários pendentes.
Vacinação
Ao todo, cerca de 9 mil doses da vacina contra a hepatite A foram aplicadas no município ao longo de 2026. Do total de imunizantes, 3.248 doses foram direcionadas a crianças com menos de 2 anos, público prioritário do Calendário Nacional de Vacinação.
A Secretaria de Saúde lembra que a hepatite A é uma doença prevenível e que a vacinação é uma das principais formas de proteção. A recomendação é também do Ministério da Saúde. Basta buscar uma unidade de saúde mais próxima para atualizar o seu cartão de vacina. É importante lembrar que Juiz de Fora já registrou duas mortes confirmadas por hepatite A em 2026.