Expominas enfrenta falhas de infra-estrutura Sem sinal de celular e com dificuldades de acesso a internet, expositores lamentam único ponto negativo de Congresso

*Thiago Werneck
Colaboração
19/07/2007

A estrutura do Expominas para o 24ª Congresso Nacional de Laticínios foi considerada quase perfeita pelos expositores. O espaço não conseguiu nota máxima devido a problemas de comunicação: além de não oferecer sinal para celular, muitos expositores ficaram sem acesso a telefone fixo e poucos sabiam que havia internet disponibilizada no segunda andar do espaço.

O gerente de vendas, Flávio Carvalho (foto abaixo), aprovou o Expominas, mas considerou a falta de internet e de sinal telefônico um empecilho para as vendas. "Às vezes, deixamos de fechar um negócio porque não temos como fazer comunicação com a empresa. Negócio é momento e agendar com cliente para uma próxima data pode comprometer a venda. Sem dúvida isso limita muito esse tipo de trabalho", lamenta.

Foto do expositor Flávio Mesmo com a dificuldade, Flávio considera o Expominas o espaço adequado para o tamanho do evento. "A estrutura do Instituto Cândido Tostes não suportava mais a Expomaq. O espaço de estacionamento aqui é infinitamente superior. Mesmo sem a infra-estrutura ideal de comunicação, o Expominas é mais adequado e mais confortável", avalia.

Já na opinião de um expositor que veio da Bahia, Joziel Pereira dos Santos (foto abaixo), a estrutura passada era melhor. "Era mais central, com mais restaurantes perto, no centro da cidade, próximo aos hotéis. Mas também é questão de costume, com mais alguns anos todos se acostumam com o Expominas. Mas gasto mais dinheiro e o fluxo de negócios continua o mesmo", avalia.

Foto do expositor Joziel Para Joziel, a falta de celular e de acesso a internet são prejudiciais, principalmente aos expositores de fora. "Vim para cá e meus funcionários estão sozinhos na Bahia. Qualquer problema não tem como eles entrarem em contato comigo. Também não posso saber como vão as coisas por lá. A internet também faz muita falta porque nos tira a possibilidade de comunicar via e-mail", observa Joziel que, assim com Flávio, não sabia de um espaço reservado para os internautas no segundo andar.

O problema também foi notado pelo vice-presidente - cartonados de uma transnacional, Ricardo Penaf. Mesmo com telefone fixo em seu estande e sabendo do acesso a internet, ele ainda sentiu falta da comunicação por celular. "Na atual era da informação não dá para ficar sem celular. Outro detalhe é que na saída para retornar a Juiz de Fora, a gente tem que andar muito de carro para achar um retorno seguro", comenta.

A via de acesso (fotos abaixo) do Expominas já causou transtornos e impediu que alguns eventos de grande porte fossem realizados no Expominas. Mesmo com as obras, a saída ainda é um transtorno para os visitantes e expositores. "A gente tem que andar alguns quilômetros de distância para conseguir um retorno para voltar a cidade, mas nada que não possa ser resolvido para o próximo evento", completa Flávio.

Foto do acesso da Br-040 ao Expominas Foto do acesso da Br-040 ao Expominas Foto do acesso da Br-040 ao Expominas

Mesmo com esses contra tempos, a coordenadora do evento, Cristina Assis (foto abaixo à esquerda), considerou positiva a mudança no local do evento. "Os expositores adoraram o local. A maioria reivindicava maior espaço para os estandes e só conseguiram isto com a vinda para o Expominas. No Cândido Tostes, já não havia como expandir nada. Tínhamos que improvisar muitas coisas e aqui tudo ficou mais adequado", afirma.

Segundo Cristina, a organização do evento havia recebido a informação das operadoras de celulares que a telefonia móvel ficaria disponível para o evento. "Isso foi prometido, mas não cumpriram. Mesmo assim duas operadoras têm sinal no segundo andar". Sobre a internet, Cristina conta que cyber espaço (foto abaixo ao centro) foi montado e estava disponível para todos no segundo andar, assim como os telefones fixos foram cedidos aos expositores que requisitaram.

Foto de Cristina Assis Foto de pessoas usando a internet no Expominas Foto da Expomac
Segundo andar

Apesar dos problemas, os expositores aprovaram o novo espaço. Apenas os que tiveram estandes montados no segundo andar não ficaram tão satisfeitos. "O pessoal reclamou que estavam sendo poucos visitados. Acredito que a área de restaurante deveria ficar no segundo andar para não dar esse problema. Poucos estão indo lá em cima", conta o expositor Joziel.

A falta de costume dos visitantes com um segundo piso é apontada, pela organização, como a responsável pelas baixas visitas na parte superior do Expominas. Cristina garante que tudo foi resolvido. "Distribuímos panfletos para que as pessoas visitassem o segundo andar. Colocamos banner na entrada pedindo a visita na parte de cima. E a Expolac que está lá também é um grande atrativo para visitantes. Isto é questão do pessoal acostumar com a utilização de um segundo espaço", completa.

Passarela BR-040

Uma das exigências para que o Expominas fosse liberado para eventos foi a construção de uma passarela (foto abaixo à direita) na BR-040 para travessia de pedestres. Porém, ninguém utilizou a obra para atravessar a estrada: os ônibus já embarcam e desembarcam passageiros ao lado do Expominas e os carros ficam no estacionamento. Por isso não há fluxo de pedestres para atravessar a BR-040.

Foto da Expomac A entrada do Expominas A passarela na 040
Foto da Expomac Foto da Expolac Foto da Expomaq

*Thiago Werneck é estudante de Comunicação Social da UFJF

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