Sexta-feira, 20 de junho de 2008, atualizada às 16h14

Operação "João-de-Barro" da PF desarticula esquema de desvio de verbas para construção de casas populares em várias cidades, inclusive em JF



Priscila Magalhães
Repórter

A Polícia Federal realizou a Operação João-de-Barro nesta sexta-feira, 20 de junho, em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Goiás, Tocantins e no Distrito Federal para combater um esquema de desvio de verba destinada à construção de casas populares e estações de tratamento de esgoto.

Em Juiz de Fora, apenas mandados de busca e apreensão foram cumpridos no 4º andar da Prefeitura (PJF), porém a assessoria da PF, em Brasília, não soube informar o que foi apreendido no local. Os policiais tinham 231 mandados de busca e apreensão e 38 de prisão a cumprir nos oito estados investigados. Foram 15 presos em Belo Horizonte, 14 em Governador Valadares, um em Lagoa Santa, um em Caratinga e um em Teófilo Otoni.

A partir de denúncias, o Tribunal de Contas da União (TCU) realizou uma auditoria em 29 de Minas Gerais, revelando indícios de fraude na execução de obras. A investigação policial resultou na desarticulação do esquema de desvio de verba pública destinada à construção de casas populares e estações de tratamento de esgoto.

O desfalque era feito nas transferências voluntárias, recursos financeiros repassados pela União aos Estados, Distrito Federal e Municípios. Parte dessas transferências se destinam a financiar obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Como o dinheiro era desviado, as obras não eram realizadas na quantidade nem alcançavam a qualidade previstas no projeto original.

Os projetos apresentados pelo esquema, ao governo, receberam o repasse de R$ 700 milhões. De acordo com a assessoria da PF, a operação pode impedir que mais R$ 2 bilhões sejam desviados.

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