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    Quarta-feira, 3 de julho de 2019, atualizada às 8h

    Polícia Federal combate fraudes em agência do INSS em Carangola

    Da redação

    A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira, 3 de julho, a Operação Virtus, que investiga a prática dos crimes de corrupção e de fraude na concessão de benefícios previdenciários em uma agência de Carangola.

    Foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara Federal de Manhuaçu. Participam da operação, 16 policiais federais e dois servidores da Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária e Trabalhista (CGINT) da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia.

    A investigação, iniciada a partir de auditoria realizada pelo INSS em Juiz de Fora, revelou que o gerente em exercício da APS Carangola concedeu entre os anos de 2017 e 2019, cerca de 120 benefícios previdenciários com fortes indícios de fraude. Dentre as irregularidades identificadas estão benefícios concedidos sem agendamento e sem a formalização do processo concessório, além da inclusão de falsas contribuições e de falsos períodos de trabalho, notadamente rural.

    As investigações evidenciaram que a operacionalização das fraudes contava com a parceria habitual e permanente de um tradicional contador da cidade de Carangola, o qual captava os clientes interessados em se aposentar e servia de elo entre estes e o servidor do INSS, que concedia os benefícios mediante o recebimento de propina.

    As pessoas beneficiadas pelas fraudes terão suas aposentadorias revisadas pela autarquia previdenciária e serão cobradas a ressarcir à União os valores indevidamente recebidos, sem prejuízo da responsabilização criminal cabível.

    O prejuízo com o pagamento dos cerca de 120 benefícios atinge, até o momento, a cifra de aproximadamente 2,5 milhões de reais, conforme cálculos da CGINT. Considerando a expectativa de sobrevida média da população brasileira, a cessação desses 120 benefícios poderá representar uma economia de cerca de 41 milhões de reais aos cofres da Previdência Social, em valores futuros que deixarão de ser indevidamente pagos aos supostos beneficiários.

    Como tentativa de reaver os valores desviados, outras medidas judiciais foram tomadas, como o sequestro bens imóveis, veículos e ativos financeiros em nome dos investigados, que uma vez condenados, estarão sujeitos à pena máxima de 26 anos de reclusão.

    O nome dado à Operação remete a um dos significados da palavra latina Virtus, relacionado a poder, uma vez que o servidor envolvido na fraude valia-se da senha master de gerente para praticar as fraudes.

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