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    Segunda-feira, 25 de maio de 2020, atualizada às 18h01

    Prefeito afirma que cidade ampliou em cerca de 42% número de leitos de UTIs

    Da redação

    Nesta segunda-feira, 25 de maio, o prefeito Antônio Almas esclareceu, em transmissão ao vivo, sobre ações relacionadas ao combate do coronavírus, em Juiz de Fora, e atual situação da cidade. A coletiva foi transmitida através das redes sociais. Um dos pontos levantados foi o aumento do número de leitos de unidades de terapia intensiva (UTIs) públicos credenciados. Segundo o prefeito, antes da crise, o município tinha 108 leitos de UTIs. Durante o período de enfrentamento, a capacidade instalada do Sistema Único de Saúde (SUS) na cidade foi ampliada em cerca de 42%, chegando a 154 leitos.

    O prefeito informou que o número de leitos de UTI começou a subir em março. No fim daquele mês foram implementados outros cinco no Hospital Universitário (HU). Em 9 de abril, mais dez, no Hospital de Pronto Socorro Dr. Mozart Teixeira (HPS). No início de maio, outros 11 adicionados no Hospital Regional Dr. João Penido, e nesta segunda quinzena, 20, no Hospital Maternidade Therezinha de Jesus (HMTJ). O quantitativo de leitos de enfermaria também subiu. Antes da pandemia eram 857 públicos, agora são 906. A rede privada conta com 537 leitos de enfermaria e 91 em UTIs.

    Questionado sobre a possibilidade de construção de um hospital de campanha, Almas ressaltou que as equipes da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) trabalham com objetivo de aumentar a capacidade hospitalar instalada. De acordo com ele, criar um novo espaço para expansão de leitos “custaria, em média, R$ 1,5 milhão, já que seria necessário montar toda estrutura. A PJF economiza, realizando a ampliação da rede pré-existente”.

    Os dados divulgados pela PJF mostram que até domingo, 24, a taxa de ocupação das UTIs do SUS está em 69,23% e dos leitos totais - público e privado, está em 62,75%. Já leitos os leitos de Enfermaria estão com 43,10% do total ocupados.

    Adesão ao Minas Consciente

    Na mesma transmissão, Antônio Almas explicou o motivo que levou a cidade a optar pela adesão ao programa Minas Consciente, do governo do Estado. Segundo o prefeito, Juiz de Fora é referência para a Macrorregião Sudeste, composta por 94 municípios. Isso significa que todas as medidas tomadas por essas localidades impactam a cidade. “Portanto, a administração da PJF entendeu ser necessário um plano regional, uma decisão coletiva. O Minas Consciente significa exatamente isso: a oportunidade de fazer alinhamento regional”.

    Parte do comércio de Juiz de Fora voltou a funcionar nesta segunda-feira, 18 de maio, após o município aderir ao plano estadual Minas Consciente, que possibilita o retorno das atividades de setores produtivos de forma setorizada.

    Isolamento social em JF está em 52%

    Nesta segunda-feira, 25, a taxa de isolamento social em Juiz de Fora está girando em torno de 52%. A média, em Minas, é de 51,77%. De acordo com Almas, quanto mais cidadãos se comprometerem com o isolamento, mais rápido a cidade pode sair da crise. O prefeito ressaltou que “a experiência vivida por outros países evidencia que o isolamento social, por enquanto, é a arma mais poderosa contra o coronavírus”.

    Capacidade de testagem

    O município ampliou sua capacidade de testagem, com a parceria entre PJF e Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Até o último domingo, 24, a UFJF havia enviado 671 resultados ao Departamento de Vigilância Epidemiológica e Ambiental (Dvea), sendo 148 positivos para covid-19. Esses dados passaram a entrar no boletim epidemiológico do Município em 30 de abril.

    O material é coletado por quatro equipes e transportado nas condições adequadas para os laboratórios, sendo um no Instituto de Ciências Biológicas e outro na Faculdade de Farmácia.

    O público-alvo são profissionais de saúde sintomático, entre o terceiro e o décimo dia de sintomas; todos os pacientes internados em “leitos covid”, pactuados com o Município; os atendidos na atenção básica, em situação de vulnerabilidade (acima de 65 anos, cuidadores de idosos, diabéticos, hipertensos descompensados e obesos); e servidores da segurança pública, do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (Demlurb) e da Companhia de Saneamento Municipal (Cesama).

    Transparência dos gastos públicos

    Questionado sobre os gastos públicos durante a pandemia, Almas abordou, também durante a transmissão, o preço pago em insumos e equipamentos para enfrentamento à covid-19. De acordo com o prefeito, é necessário se atentar para o período em que as compras são feitas: “No início da pandemia, o valor dos materiais estava mais alto, o cenário apresentava que todos queriam comprar no mesmo momento”.

    Em uma das compras realizadas pela PJF, foram pagos R$ 30,30 por cada litro de álcool em gel. O valor está acima do investimento feito em caráter de rotina. Porém, foi o menor apresentado pelas cotações. Um estudo da Agência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) de São Paulo revelou que, em março, cada 400ml do produto custava, em média, R$ 19. Outro exemplo apontado é que, antes da pandemia, era possível comprar uma caixa de máscara cirúrgica descartável, com 50 unidades, por R$ 4,50. No período da primeira compra, em março, cada unidade passou a custar, em média, R$ 4,50.

    Todas as documentações de compras feitas pela PJF foram enviadas para análise do Ministério Público.

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