Juiz de Fora é pano de fundo para contos e crônicas Dulce Godinho Pereira lança Pelas ruas da cidade e busca mostrar como o ambiente contribui para a formação da identidade do indivíduo


Clecius Campos
Repórter
12/03/2009

Em Pelas ruas da cidade, livro da professora e mestre em Teoria Literária, Dulce Godinho Pereira, Juiz de Fora aparece como cenário de histórias narradas por diversos personagens, que dividem com o leitor, dúvidas, receios e acontecimentos cotidianos. O tema seria corriqueiro, se não fosse a intenção da autora de passar a mensagem de que o ambiente muda o olhar do indivíduo, através de ruas, bairros e outros locais conhecidos dos juizforanos.

Para Dulce, uma cidade tem o poder de modificar o comportamento das pessoas. "A formação do sujeito se dá também através da transformação da cidade. É uma evolução mútua, em que ambos são afetados". A escritora afirma, no entanto, que os narradores dos textos não falam claramente sobre o assunto. "O que eles fazem são análises críticas do ambiente. Fica a cargo do leitor fazer essa interpretação", diz.

Além da questão da interpretação, o leitor poderá encontrar em Pelas ruas da cidade pitadas da história de Juiz de Fora. "O livro não é sobre as ruas da cidade e sua história. O que faço é dar algumas informações sobre acontecimentos do passado, como a mudança de nome da rua Olegário Maciel, que se chamava rua das Serras ou a enchente que quase destruiu o bairro Manoel Honório, na década de 40", afirma.

Apesar da temática reflexiva, o livro tem público infanto-juvenil e será trabalhado em oficinas que Dulce começa a ministrar a partir de abril, para alunos de 1ª a 9ª série do Ensino Fundamental, em dez escolas municipais. "O livro tem uma linguagem bem jovial. Pretendo motivar crianças e adolescentes a gostarem mais da cidade. Isso é importante para a formação da identidade deles".

Lei Murilo Mendes

O projeto Pelas ruas da cidade foi aprovado pela Lei Murilo Mendes de Incentivo à Cultura em 2007, mas só foi lançado no último dia 7 de março. Este é o segundo projeto de Dulce aprovado pela lei. O primeiro foi a publicação do livro infantil A descoberta da Barata Maria, em 2005.

Os textos são revisados por Madalena Fernandes

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