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    Victor Bitarello Victor Bitarello 31/07/2014

    10 anos após o tsunami na Ásia, vale conferir "O impossível"

    filmesEm dezembro de 2004, houve uma notícia muito assustadora. Tsunamis enormes atingiram a costa de países da Ásia, como Tailândia, Índia, Indonésia. A quantidade de vítimas fatais foi absurda. Mais de duzentas e trinta mil pessoas faleceram. Muito se perdeu e muito foi destruído. Foi, realmente, uma notícia dessas que todos param na frente da TV estupefatos e depois comentam em todos os lugares. Sei que a maioria deve se lembrar, mas é válido recordar, até mesmo por sentimento de respeito às pessoas que lá estavam.

    Lembro-me que na época eu imaginava que provavelmente fariam um filme sobre a tragédia. Porque fariam. É claro que fariam. E fizeram mesmo. Em 2012 estreou "O impossível" ("The impossible"), uma excelente produção, que nos traz uma noção de como se deu aquilo tudo, ao retratar a história de uma família que teve um final feliz, mas que passou maus bocados para tanto. Apesar de não ter sido a regra (afinal, a enorme maioria das pessoas na costa litorânea não teve a mesma sorte), o fato é que, em termos de cinematografia, sua história é inevitavelmente fascinante.

    "O impossível" conta a história da família de "Maria" (Naomi Watts), seu marido "Henry" (Ewan McGregor) e os filhos Lucas (Tom Holland), Thomas (Samuel Joslin) e Simon (Oaklee Pendergast), que vão passar as férias de final de ano na praia, na Tailândia. A maior parte da história se passa sob o ponto de vista do filho mais velho, Lucas, em virtude do quanto ele teve que agir diante daquela situação terrível que passava junto com a mãe, acreditando que o pai e os irmãos estavam mortos, estando a mãe gravemente ferida. É desses filmes que deixam a gente tenso (ao menos eu fiquei), quase sem piscar.

    Deixando de lado o fato de que é um filme que usa a tragédia de uma infinidade de pessoas para ganhar dinheiro (bem típico no mundo do cinema, infelizmente), o fato é que "O impossível" tem uma mensagem muito interessante, e por que não dizer digna e bonita. Ele se dedica em vários momentos a dar identidade às vítimas. Nomes, fotos, histórias, são a todo tempo colocados para o público, de forma que perde-se aquela coisa do conhecimento meramente estatístico, numérico. As notícias dos jornais falaram em quantidades, localizações, mas pouco se sabe sobre nomes, histórias, rostos. Aquelas pessoas se tornaram parte de um monte. O filme tenta e consegue. São bem bonitas essas partes. O trabalho de Naomi Watts, como sempre, está impecável. E tem também Ewan McGregor, que dispensa comentários. A direção do filme é boa, sem grandes destaques, mas boa. Há momentos muito tocantes no filme. Vários deles. Só de estar escrevendo sobre o longa já fico emocionado.

    Como pôde-se perceber, "O impossível" não está mais em cartaz nos cinemas. Mas, vale a pena ir a uma locadora. Vale mesmo!


    Victor Bitarello é bacharel em Direito pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), pós-graduado em Direito Penal e Processual Penal pela Universidade Candido Mendes (UCAM). Ator amador há 15 anos e estudioso de cinema e teatro. Servidor público do Estado de Minas Gerais, também já tendo atuado como professor de inglês por um período de 8 meses na Associação Cultural Brasil Estados Unidos - ACBEU, em Juiz de Fora. Pós graduando em Direito Processual Civil.

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