Rafaela Alves Rafaela Alves 18/02/2015

Entendendo a Dança do Ventre

dança

Nesses 14 anos dedicados à Dança do Ventre, perdi as contas de quantas vezes eu escutei frases como: “é só rebolar” ou “eu sou dura demais, não sirvo pra essa dança”.

Lamento informar, mas nenhuma dessas afirmações está correta. A Dança do Ventre é extremamente técnica. Antes de realizar qualquer movimento, a bailarina precisa entender suas linhas corporais, a postura, a história do passo e de que forma ele vai se desenvolver em seu corpo.Precisa também adequar aquele movimento à música que irá dançar.

E por falar em música, não há como trabalhar com algo desconhecido, então é essencial que conheçamos a estrutura da música árabe. Não consigo compreender a dança sem a música; pra mim, elas são um conjunto perfeito e inseparável. A música árabe pode ser muito complexa devido à sobreposição de instrumentos, ritmos e letra, então precisamos estudar cada um deles. E aí mora o segredo da dança árabe: o estudo. Quanto mais o bailarino entende o que está dançando, melhor e mais rica fica a sua dança. É nítido.

É necessário compreender os sons que cada instrumento pode emitir e pensar qual repertório utilizar para cada um. Claro que com liberdade de escolha, mas desde que seu corpo seja o retrato fiel do som.

Há também que se entender o que cada ritmo produz na estrutura da música, o que cada um quer dizer em termos de dinâmica musical. Os recados que eles dão à bailarina: desloque, seja forte, seja suave, se acalme, exploda. Sabendo como reagir em cada ritmo, mesmo dançando uma música desconhecida, a bailarina se guia, se encontra, sabe o que pode fazer em cada momento musical.

E sabemos que o idioma árabe é bem diferente do nosso e que não existem muitas pessoas no Brasil que o dominam, mas sempre que possível, procure saber o que a letra daquela música que você pretende dançar diz. Isso vai auxiliar muito a sua interpretação.

Sendo norteada por todos esses pontos e com a orientação de um bom profissional, não há aluna dura. Existem sim pessoas com mais ou menos facilidade para a dança, o que pode se dever a inúmeros fatores, como ter feito ou não outra dança antes, a timidez, a falta de aceitação, etc. Mas eu digo com todas as letras: qualquer pessoa pode dançar.O que é necessário: vontade e estudo. Com dedicação chegamos aonde quisermos, não há limite.

Eu já vi muitas pessoas vencerem esse desafio e ainda vou trazer o relato delas aqui na minha coluna pra vocês.

Talento é 10% inspiração e 90% transpiração. É preciso ter coragem, correr atrás dos objetivos, vencer os próprios preconceitos e nunca desistir.

Bailarinas, lembrem-se de que o estudo é o diferencial nas nossas carreiras! Pensem nisso e yallah dançar!!!!



Rafaela Alves é professora e bailarina de Dança do Ventre e Folclore Árabe desde 2001. Conquistou o padrão de qualidade em dança da renomada Casa de Chá Khan el Khalili/SP em 2013. Proprietária do Studio de Danças Rafaela Alves. Formada em Direito pela UFJF.

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Rafaela Alves Rafaela Alves 18/02/2015

Entendendo a Dança do Ventre

dança

Nesses 14 anos dedicados à Dança do Ventre, perdi as contas de quantas vezes eu escutei frases como: “é só rebolar” ou “eu sou dura demais, não sirvo pra essa dança”.

Lamento informar, mas nenhuma dessas afirmações está correta. A Dança do Ventre é extremamente técnica. Antes de realizar qualquer movimento, a bailarina precisa entender suas linhas corporais, a postura, a história do passo e de que forma ele vai se desenvolver em seu corpo.Precisa também adequar aquele movimento à música que irá dançar.

E por falar em música, não há como trabalhar com algo desconhecido, então é essencial que conheçamos a estrutura da música árabe. Não consigo compreender a dança sem a música; pra mim, elas são um conjunto perfeito e inseparável. A música árabe pode ser muito complexa devido à sobreposição de instrumentos, ritmos e letra, então precisamos estudar cada um deles. E aí mora o segredo da dança árabe: o estudo. Quanto mais o bailarino entende o que está dançando, melhor e mais rica fica a sua dança. É nítido.

É necessário compreender os sons que cada instrumento pode emitir e pensar qual repertório utilizar para cada um. Claro que com liberdade de escolha, mas desde que seu corpo seja o retrato fiel do som.

Há também que se entender o que cada ritmo produz na estrutura da música, o que cada um quer dizer em termos de dinâmica musical. Os recados que eles dão à bailarina: desloque, seja forte, seja suave, se acalme, exploda. Sabendo como reagir em cada ritmo, mesmo dançando uma música desconhecida, a bailarina se guia, se encontra, sabe o que pode fazer em cada momento musical.

E sabemos que o idioma árabe é bem diferente do nosso e que não existem muitas pessoas no Brasil que o dominam, mas sempre que possível, procure saber o que a letra daquela música que você pretende dançar diz. Isso vai auxiliar muito a sua interpretação.

Sendo norteada por todos esses pontos e com a orientação de um bom profissional, não há aluna dura. Existem sim pessoas com mais ou menos facilidade para a dança, o que pode se dever a inúmeros fatores, como ter feito ou não outra dança antes, a timidez, a falta de aceitação, etc. Mas eu digo com todas as letras: qualquer pessoa pode dançar.O que é necessário: vontade e estudo. Com dedicação chegamos aonde quisermos, não há limite.

Eu já vi muitas pessoas vencerem esse desafio e ainda vou trazer o relato delas aqui na minha coluna pra vocês.

Talento é 10% inspiração e 90% transpiração. É preciso ter coragem, correr atrás dos objetivos, vencer os próprios preconceitos e nunca desistir.

Bailarinas, lembrem-se de que o estudo é o diferencial nas nossas carreiras! Pensem nisso e yallah dançar!!!!



Rafaela Alves é professora e bailarina de Dança do Ventre e Folclore Árabe desde 2001. Conquistou o padrão de qualidade em dança da renomada Casa de Chá Khan el Khalili/SP em 2013. Proprietária do Studio de Danças Rafaela Alves. Formada em Direito pela UFJF.

Rafaela Alves Rafaela Alves 18/02/2015

Entendendo a Dança do Ventre

dança

Nesses 14 anos dedicados à Dança do Ventre, perdi as contas de quantas vezes eu escutei frases como: “é só rebolar” ou “eu sou dura demais, não sirvo pra essa dança”.

Lamento informar, mas nenhuma dessas afirmações está correta. A Dança do Ventre é extremamente técnica. Antes de realizar qualquer movimento, a bailarina precisa entender suas linhas corporais, a postura, a história do passo e de que forma ele vai se desenvolver em seu corpo.Precisa também adequar aquele movimento à música que irá dançar.

E por falar em música, não há como trabalhar com algo desconhecido, então é essencial que conheçamos a estrutura da música árabe. Não consigo compreender a dança sem a música; pra mim, elas são um conjunto perfeito e inseparável. A música árabe pode ser muito complexa devido à sobreposição de instrumentos, ritmos e letra, então precisamos estudar cada um deles. E aí mora o segredo da dança árabe: o estudo. Quanto mais o bailarino entende o que está dançando, melhor e mais rica fica a sua dança. É nítido.

É necessário compreender os sons que cada instrumento pode emitir e pensar qual repertório utilizar para cada um. Claro que com liberdade de escolha, mas desde que seu corpo seja o retrato fiel do som.

Há também que se entender o que cada ritmo produz na estrutura da música, o que cada um quer dizer em termos de dinâmica musical. Os recados que eles dão à bailarina: desloque, seja forte, seja suave, se acalme, exploda. Sabendo como reagir em cada ritmo, mesmo dançando uma música desconhecida, a bailarina se guia, se encontra, sabe o que pode fazer em cada momento musical.

E sabemos que o idioma árabe é bem diferente do nosso e que não existem muitas pessoas no Brasil que o dominam, mas sempre que possível, procure saber o que a letra daquela música que você pretende dançar diz. Isso vai auxiliar muito a sua interpretação.

Sendo norteada por todos esses pontos e com a orientação de um bom profissional, não há aluna dura. Existem sim pessoas com mais ou menos facilidade para a dança, o que pode se dever a inúmeros fatores, como ter feito ou não outra dança antes, a timidez, a falta de aceitação, etc. Mas eu digo com todas as letras: qualquer pessoa pode dançar.O que é necessário: vontade e estudo. Com dedicação chegamos aonde quisermos, não há limite.

Eu já vi muitas pessoas vencerem esse desafio e ainda vou trazer o relato delas aqui na minha coluna pra vocês.

Talento é 10% inspiração e 90% transpiração. É preciso ter coragem, correr atrás dos objetivos, vencer os próprios preconceitos e nunca desistir.

Bailarinas, lembrem-se de que o estudo é o diferencial nas nossas carreiras! Pensem nisso e yallah dançar!!!!



Rafaela Alves é professora e bailarina de Dança do Ventre e Folclore Árabe desde 2001. Conquistou o padrão de qualidade em dança da renomada Casa de Chá Khan el Khalili/SP em 2013. Proprietária do Studio de Danças Rafaela Alves. Formada em Direito pela UFJF.