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    O frenético Tico Santa Cruz abre seu baú do rock

    Músico, escritor e ativista, Tico viaja pelo Brasil contando histórias e fazendo shows. Ele se apresenta em JF com o Rebu e ainda lança seu primeiro livro

    Nathália Carvalho
    *Colaboração
    25/7/2012
    Tico Santa Cruz

    Ele não para! Compositor, músico, poeta, ativista político, colunista, blogueiro e já participou de reality show. Tico Santa Cruz reúne um turbilhão de ideias, polêmicas e emoções, unidos a uma boa dose de rock'n roll. Na estrada desde 1997 como vocalista da banda Detonautas, o rockeiro se apresenta em Juiz de Fora nesta quinta-feira, 26 de julho, trazendo um novo projeto: o Rebu. O show será na casa noturna Mansão, e o músico ainda vai encontrar tempo na agenda para lançar seu livro Clube da Insônia no mesmo dia, na Livraria Leitura.

    Nascido no Rio de Janeiro, o artista de 35 anos vive um momento de grande produção em sua carreira. Ele, que já cursou Ciências Sociais, Comunicação e Educação Física, apesar de não ter terminado nenhuma das cadeiras, criou, ainda, um grupo de performance social chamado Voluntários da Pátria. O objetivo é levar música, poesia e debates a instituições de ensino e penitenciárias do país inteiro.

    O Portal ACESSA.com conversou com o músico para saber a respeito de sua trajetória, ideais e projetos. Confira o bate-papo com o artista.

    ACESSA.com - Você já se apresentou em Juiz de Fora, em novembro do ano passado, com a banda Detonautas. Agora, retorna aos palcos da cidade à frente deste projeto paralelo. O que espera do show?

    Tico - Espero que os fãs de rock e os fãs do Detonautas apareçam para conhecer este outro lado. É um projeto muito divertido, que inclui músicas e versões de artistas que me influenciaram a chegar onde cheguei. Teremos de tudo um pouco, trazendo ao público canções dos anos 70, 80, 90 em diante. É divertimento puro.

    ACESSA.com - O que o público pode esperar de diferenças entre o show do Detonautas para este agora, com o Rebu?

    Tico - No Detonautas, temos mais do que o entretenimento para passar e buscamos também fazer apresentações com músicas autorais. O Rebu tem outras características, tem compromisso apenas com a festa e com a noite.

    ACESSA.com - Qual a proposta e como começou o projeto "Tico Santa Cruz e o Rebu"? Quais as principais influências dos músicos?

    Tico - A proposta é fazer um grande baile com músicas de artistas que admiramos... Raul Seixas, Rita Lee, Barão Vermelho, Legião, Paralamas, Pearl Jam, The Doors, Charlie Brown Júnior, O Rappa, Blitz, entre muitos outros. É para dançar, para esquecer o mundo, é uma dinâmica mais festiva.

    ACESSA.com - Como você concilia as apresentações da banda Detonautas com as deste projeto?

    Tico - O Detonautas está na estrada de quinta a domingo, O Rebu se apresenta apenas quando há vagas na agenda. Nesta semana, nós faremos, com o Detonautas, shows na sexta e no sábado, então, decidimos embarcar com o projeto para Juiz de Fora na quinta.

    ACESSA.com - Você irá lançar o livro Clube da Insônia, às 18h, também na cidade. Sobre o que trata o livro?

    Tico - Tenho aproveitado minha passagem por algumas cidades e feito o lançamento do Clube da insônia, que é meu primeiro livro. Ele reúne textos do meu blog, onde escrevo desde 2004. Tem um projeto gráfico lindo e está sendo muito procurado e bem vendido. Fico feliz por estar sendo a ponte para alguns jovens se aproximarem da literatura. Sou seguro quanto a minha escrita e nunca tive medo de me aventurar pelas artes em geral. Posso dizer que o livro é o retrato da minha alma sem Photoshop. Espero que os meus leitores apareçam para encontrar meus escritos.

    ACESSA.com - Você chegou a cursar Ciências Sociais, Comunicação e Educação Física, mas não concluiu nenhuma das graduações. Como foi esse período de conciliação de estudo com as apresentações do Detonautas?

    Tico - Sempre fui muito disciplinado e direcionei minha vida para meus objetivos. Cursei as faculdades que gostava, mas meu sonho era ser músico e foi onde canalizei minha energia. Cheguei a trabalhar em academias e dar aulas, como estagiário, para crianças. Nunca deixei de estudar. Estudo e leio muito até hoje. É o alimento da minha alma.

    ACESSA.com - Você é conhecido por citações, frases e publicações que causam polêmica e admiração. Muitas de suas opiniões estão estampadas em seu blog. Com qual frequência as atualiza e sobre quais temas você costuma falar?

    Tico - Eventualmente, pego pautas debatidas nos meios de comunicação ou nas redes sociais. Mas podem vir inspirações de livros que estou lendo ou filmes que estou assistindo. Assim como também gosto de debater em escolas e faculdades ou com amigos, em mesas de bar, e fazer minhas análises sobre os assuntos que foram colocados na mesa. Desde política e sociedade a comportamento e filosofia. Escrevo sobre tudo, mas em questões mais sérias e profundas procuro me informar e conhecer melhor antes de dar uma opinião.

    ACESSA.com - Qual a sua opinião a respeito do rock produzido no Brasil atualmente?

    Tico - O mercado do rock hoje no Brasil representa menos de 5%. A grande maioria das bandas de rock não estão nas rádios nem nas TV's e o que se vende como rock, na sua grande maioria, não é rock. Rock não é apenas tocar uma guitarra com distorção, colocar algumas tatuagens e se vestir de preto. O rock está conectado com outras questões que não vejo os jovens famosos artistas de hoje se importarem. Rock é mais do que falar de amor e de relacionamentos falidos, é falar de amor e relacionamentos falidos com inteligência e bom gosto. O existencialismo juvenil sempre será tema das canções, mas não precisa ser da forma boba, como estão se aproveitando nesse momento. Torço para que surjam novas bandas e novos artistas com propostas que tragam de volta o rock que nos fez desejar ser como eram nossos ídolos do passado. Ídolos que se preocupavam em passar mais do que uma imagem bonitinha para as meninas.

    ACESSA.com - Como foi a experiência de participar de um reality show?

    Tico - Para mim valeu a pena. Aprendi muito sobre mim e descobri que, de todos os animais na face da terra, o homem é o mais perigoso.

    *Nathália Carvalho é estudante do 8º período de Comunicação Social da UFJF

    Fotos: Arquivo Pessoal/Tico Santa Cruz

    Os textos são revisados por Mariana Benicá

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