Velório à Brasileira chega a Juiz de Fora Espetáculo é composto por situações inusitadas e muito humor. Peça conta a história de um defunto que acertou na loteria

Daniele Gruppi
Repórter
27/09/2008

Depois de passar por Niterói (RJ) e pelas cidades mineiras Araxá, Bambuí, Divinópolis, Itaúna, Muriaé e São João Nepomuceno, o espetáculo Velório à Brasileira chega em Juiz de Fora.

A peça conta a história de Zélia, uma costureira inconsolável com a morte súbita de seu marido, Abreu. O casal de amigos, Biga e Guiba, e a cunhada Eunice, ajudam a confortar a viúva.

Biga, a fofoqueira típica, não tem papas na língua e vai detonando hilários comentários sobre o morto e a situação da viúva.

O velório, entretanto, começa a esquentar quando Teteo, um amigo do defunto, chega ao velório e deixa escapar para Zélia que o marido tinha uma amante. Descobre-se também que o defunto havia comprado com Teteo e Pé-de-Mesa um bilhete premiado da Mega-Sena.

Segundo o ator e diretor da peça, Cláudio Ramos, trata-se de uma piada bem contada. "O que poderia ser trágico vira comédia pela quantidade de situações inusitadas. Depois da descoberta que o falecido acertou na Mega-Sena impera a hipocrisia. Até na cueca de Abreu o bilhete vai ser procurado".

Foto dos quadros em exposição Ramos garante que a platéia vai encontrar um espetáculo dinâmico, divertido e com final surpreendente. "As pessoas não têm tempo de se preocupar com a urna funerária, ela passa despercebida. São 90 minutos de gargalhadas ininterruptas".

O texto é uma adaptação da obra de Aziz Bajur, considerada pela Sociedade Brasileira de Autores Teatrais uma das peças mais montadas no Brasil. Ramos conta que a idéia de trabalhar com a peça surgiu da procura de um texto que tivesse humor e que retratasse o cotidiano.

"Assisti a uma montagem de um grupo teatral e resolvi atualizar o texto, respeitando o autor. Foram cinco meses de preparação antes da primeira estréia". Depois da temporada na cidade, Velório à Brasileira segue para Cabo Frio, Niterói e Macaé.

Personagens
  • Abigaiu (Lyvia Rodrigues): vizinha fofoqueira

  • Guiba (Mário Galvanni): marido de Abigaiu, é pai de santo

  • Eunice (Ana Lúcia Nunes): irmã do morto

  • Teteo (Adson Franklin): amigo que encobria as traições do defunto

  • Zélia (Ângela Fidélis): viúva

  • Edgar (Fernando Valério): amigo de repartição do morto

  • Pé de mesa: (Cláudio ramos): bêbado
Outros projetos

Cláudio Ramos assina também a direção das peças "Lugar de Mulher", "Minha sogra é um pitbull" e "Criança tem cada uma". Ele afirma que em todas as peças conseguiu levar ao teatro um público expressivo. "A tendência é a cada espetáculo aumentar o número de espectadores com a repercussão dos trabalhos".

Para o diretor e ator, o juizforano é exigente e como público é difícil de conquistá-lo. Ramos já prepara um novo projeto para apresentar na cidade. Será a comédia "O dia em que Alfredo virou a mão", de João Bitencourt. A expectativa é de que no primeiro semestre de 2009, as pessoas possam conferir o espetáculo na cidade.

Concorra a convites

O espetáculo fica em cartaz até o dia 25 de outubro, no Teatro Solar (Avenida Independência, 200), sábados, às 21h, domingos, às 20h. Não haverá apresentação no dia 05 de outubro (domingo). Clique aqui e participe da promoção.

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