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    Apresentação de orquestra emociona espectadoresCom 130 integrantes, vindos de várias cidades Brasil, o repertório emocionou quem esteve na Igreja do Rosário

    Carolina Gomes
    Repórter
    29/7/2010

    A tarde desta quinta-feira, 29 de julho, teve um som diferente para quem esteve na Igreja do Rosário, no bairro Granbery. A Orquestra de Crianças do Pró-Música fez uma apresentação de cerca de duas horas e encantou quem esteve no local.

    A apresentação se dividiu em três partes. A primeira, composta pelos iniciantes, trouxe apenas violinos, com alunos de 4 a 90 anos. A segunda etapa foi apresentada pela orquestra, com alunos mais experientes e outros instrumentos, como viola e violoncelo. A terceira orquestra exibiu um repertório mais rebuscado. Ao todo, foram apresentadas 24 peças.

    O aluno de música, Rômulo Saloberña, veio de Belo Horizonte para participar do 21º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga. Segundo ele, o mais importante são as oficinas ministradas por professores renomados. "São duas semanas de oficinas com professores muito bons, de todo o país."

    O responsável por reger as orquestras e dar as aulas durante as duas últimas semanas é o professor José Ademar Rocha. Ele afirma que a apresentação é uma forma de levar ao público o que foi desenvolvido nas oficinas. "É a parte do festival voltada para a sociedade. E, Juiz de Fora proporciona muito isso, já que o festival ocorre na região central."

    Entre os 130 integrantes das orquestras estão alunos de música de todo o país, e de várias idades. Arthur de Souza Cavallari, de apenas quatro anos, é o mais novo. Sua mãe, Raquel de Souza Pereira, faz faculdade de música e achou interessante inserir o filho no meio. "Matriculei o Arthur nas aulas e ele gostou muito. Hoje foi emocionante vê-lo se apresentando."

    Diretamente da Bahia, Silvina Pereira Santos, de 90 anos, toca violino e fez questão de vir participar do festival. Segundo ela, o convívio com a juventude só faz bem. "O evento proporciona integração do povo, sem distinção de raça, classe ou cor."

    O regente ressalta que o convívio entre as diferentes idades é muito importante. "Os mais velhos passam a experiência para os mais novos e estes passam o vigor. Todos aprendem a ter disciplina."

    Quem assistiu ao espetáculo, só tem elogios a fazer. O vendedor, César Augusto Souza, afirma que é um prazer poder ver uma apresentação assim. "Poucos têm o privilégio de ver uma orquestra de cordas em plena quinta-feira à tarde."

    Orquestra de Crianças Orquestra de Crianças
    Profissionalização das orquestras

    O professor sugere a criação de um projeto para que a profissionalização das orquestras em Juiz de Fora. "Muitos dos alunos querem seguir carreira nessa área, contudo ela deve oferecer algo rentável a esse músico."

    Lídia Chaves, de 17 anos, veio de Timóteo, no Vale do Aço, ela toca violino desde mais nova e pretende seguir carreira musical. "Essas oficinas ajudam muito e apresentações como essa são ótimas para adquirirmos experiência." Lídia afirma que pretende ingressar em uma orquestra futuramente.

    Como ela, vários outros integrantes das orquestras que se apresentaram têm intenção de seguir carreira na área. Ademar afirma que o primeiro passo já foi dado, com a criação do curso de Música, pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). "Porém, ainda há muito o que fazer nesse sentido."

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