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    Sexta-feira, 27 de agosto de 2010, atualizada às 18h45

    Teatro Paschoal Carlos Magno terá 400 assentos e dispositivos de acessibilidade

    Clecius Campos
    Repórter

    Uma plateia com 400 assentos, uma galeria de arte, um auditório, salas de ensaio, salas de reunião, depósito para equipamentos de som e luz, camarins principais e coletivos, elevador, rampas para acessibilidade e um café, distribuídos em três andares na fachada e cinco andares nos fundos, além do subsolo. Este é o conteúdo do projeto arquitetônico e estrutural do Teatro Paschoal Carlos Magno, que está sendo desenvolvido desde 4 de agosto.

    O projeto foi apresentado nesta sexta-feira, 27 de agosto, pelo superintendente da Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage (Funalfa), Toninho Dutra, que salientou as diretrizes que nortearam a concepção do novo teatro. "Queremos um espaço acessível à população e com ambientes multiuso. Um local onde a classe artística possa se reunir, realizar seus ensaios, discutir assuntos de seu interesse e apresentar espetáculos. Tudo isso aliado à acessibilidade." No projeto, todos os espaços são acessíveis por meio de rampa, o que facilitará a entrada de cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção. Um elevador será instalado no prédio dos fundos, permitindo a facilidade de locomoção para artistas e trabalhadores técnicos.

    Planta do projetoEntre as múltiplas utilidades do espaço, Dutra aponta a possibilidade de realização de seminários e palestras, no auditório com 60 lugares. O mesmo local contará com uma tela de projeção e som adequado para que filmes possam ser exibidos. Segundo o superintendente da Funalfa, o porte do teatro vai suprir uma demanda da cidade. "Juiz de Fora tem um grande espaço para eventos artísticos, que é o Cine-Theatro Central. Ele realiza bem sua função de estar aberto a grandes espetáculos. Um teatro de médio porte, com 400 lugares, servirá para que os grupos locais se apresentem e também para que possamos receber produções de fora que caibam em um espaço como este."

    A empresa que elabora o projeto tem menos de dois meses para finalizar o projeto arquitetônico, os cálculos estruturais, as especificações hidrosanitárias e drenagem, as disposições das instalações elétricas e telefônicas, os sistemas de proteção contra descargas atmosféricas e de combate a incêndios, além dos tratamentos acústicos e a luminotécnica e a cenotécnica. A realização do projeto custará R$ 145 mil.

    Obra custará R$ 4 milhões

    A previsão é de que as obras sejam iniciadas em dezembro deste ano ou janeiro de 2011. O orçamento para a finalização da obra, iniciada em 1980, é de R$ 4 milhões. Há quase um mês, o Portal ACESSA.com havia adiantado que R$ 3,5 milhões seriam provenientes de verba direta do Ministério da Cultura (MinC) e de emendas parlamentares feitas por meio da bancada mineira na Câmara Federal. A informação foi confirmada por Dutra. "A verba federal está empenhada, mas só pode ser repassada para o município após o término das eleições. Os outros R$ 500 são a contrapartida da Prefeitura. Com este montante estamos pagando a realização do projeto e iremos iniciar os trabalhos no terreno."

    Atualmente, o terreno, localizado na rua Gilberto de Alencar, atrás da Igreja de São Sebastião, é um dos pontos onde a Funalfa mantém um depósito de material cenográfico e de iluminação. Em outubro, os materiais lá dispostos serão levados para outro galpão da fundação, localizado no bairro Vila Ideal.

    Uso comunitário

    Segundo Dutra, uma das premissas que guiará o funcionamento do teatro é o aproveitamento comunitário. Segundo ele, a ideia é seguir preceitos do MinC, que priorizam a diversidade de apresentações e públicos. "A Prefeitura está em consonância com a ideia de que é preciso dar apoio às diversas linguagens da cultura." Para disciplinar a utilização do espaço, será criado um conselho. "Ainda não definimos como será a representatividade, mas a intenção é que o uso da casa seja pensado por mais pessoas, para permitir a pluralidade das atrações culturais."

    Os textos são revisados por Thaísa Hosken

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