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    Carnaval juiz-forano oferece diferentes opções de blocos de rua pela cidade

    Em todos os casos, os blocos contam com diretorias e departamentos específicos para cuidar da organização dos desfiles

    Nathália Carvalho
    Repórter
    7/01/2013
    Bloco Parangolé Valvulando

    Tão tradicionais como os desfiles das escolas de samba, o Carnaval juiz-forano também contempla manifestações antigas como o Bloco do Beco, a Banda Daki e as Domésticas de Luxo, que reúnem milhares de foliões por diversos bairros da cidade antes e durante a data. Faltando 36 dias para um dos feriados mais aguardados do país, o Portal ACESSA.com traz algumas informações sobre a trajetória e a organização de um dos responsáveis por grande parte desta festa ao ar livre: o bloco de rua. Segundo a Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage (Funalfa), o Corredor da Folia, que ocorre na cidade uma semana antes do Folia de Momo, traz uma programação com mais de 44 blocos incluídos, entre novos e antigos.

    Recém-criado, o Come Quieto está indo para seu terceiro ano de folia e surgiu a partir de um grupo de amigos, com a intenção de resgatar o Carnaval de rua da cidade. "A nossa principal função é fazer um Carnaval alegre, com marchinhas tradicionais e samba. Fazemos festa para pessoas de 8 a 80 anos, ou seja, para toda a família", explica um dos organizadores do bloco, Luiz Gustavo Maciel. Ele conta que os trabalhos ficam por conta dos próprios diretores, que recebem a ajuda de alguns apoiadores.

    Com uma história bem mais antiga, o bloco Domésticas de Luxo foi criado em 1958 e, após alguns anos adormecido, retomou as atividades em 2008. De acordo com o diretor de marketing Odério Filho, o grupo conta com o apoio de uma verba da Prefeitura, disponibilizada na véspera do Carnaval, mas que não é o suficiente para subsidiar os gastos. "Fazemos eventos ao longo do ano e ainda vendemos as fantasias das domésticas para arrecadar o necessário para levar o bloco para as ruas", explica.

    Já com a proposta de trazer música baiana em uma mistura de ritmos para Juiz de Fora, o bloco Samba e Swing Baiano traz um tom cultural ao Carnaval local. "Estamos sempre homenageando os Estados brasileiros, mas, este ano, nosso enredo traz como tema os 40 anos do Bloco do Beco, devido à sua importância para o Carnaval da cidade", diz o vice-presidente Henrique Gonçalves de Almeida. A festa organizada pelo bloco ocorre sempre 15 dias antes da data e também nasceu da ideia de resgatar o carnaval de rua.

    Organização

    Em todos os casos, os blocos contam com diretorias e departamentos específicos para cuidar da organização dos desfiles. No Come Quieto, por exemplo, são quatro diretores que se empenharam em uma campanha para poder reunir pessoas interessadas em aprender a tocar os instrumentos, para formar a bateria do grupo. "Realizamos oficinas para ensinar os foliões interessados e, em 26 dias, conseguimos montar nossa bateria, ainda no primeiro ano de Carnaval. Com isso, acabamos levando o apelido de milagrosa", conta Maciel.

    Segundo ele, o bloco deve reunir 70 integrantes neste ano e cerca de quatro mil pessoas nas ruas do bairro Alto dos Passos. "Ganhamos uma repercussão bem legal e tem sempre gente nova que vem participar." Os ensaios acontecem, frequentemente, às quartas e sábados, desde o final de agosto. Já no Grambery, o Samba e Swing conta com 10 diretores que cuidam e administram o bloco, e a bateria "swinguera" reúne uma composição fechada entre 35 pessoas, onde não é possível participar. "Já temos todos os participantes da bateria, mas vendemos cerca de 500 abadás para quem quiser ir ao bloco", explica Almeida.

    No Domésticas, o ano inteiro é de preparação intensa. De dois em dois anos, a diretoria é reeleita e a escolha do enredo fica por conta dos novos integrantes, após aprovação em concurso. Entre ritmistas e bailado, são cerca de 220 componentes. "Temos uma proposta de alavancar o Carnaval da cidade, em um trabalho em conjunto com a Prefeitura. Acredito que se todos os blocos acreditassem nisso, conseguiríamos melhorar ainda mais os eventos", diz Odério. Além disso, ele explica que o bloco possui uma responsabilidade social, com realização de diversas campanhas ao longo do ano.

    Para participar

    Como mencionado, não são todos os blocos da cidade que oferecem vagas em baterias, mas a grande maioria é aberta ao público. Além da venda de abadá, o Samba e Swing reúne cerca de três mil pessoas e realiza outras iniciativas, como feijoada e atividades gratuitas para as crianças em outubro. "Gostamos de deixar o folião bem à vontade, principalmente porque tem muita gente que gosta de ir fantasiado."

    Na Domésticas, é necessário pagar a quantia de R$ 150 para comprar a fantasia tradicional de nêga maluca do grupo e, no Come Quieto, o folião paga a taxa de R$ 175 para participar da bateria, sendo que também é necessário adquirir seu próprio instrumento. Em ambos os blocos, são oferecidos diversos ensaios e atividades extras durante o ano.

    Os textos são revisados por Juliana França

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