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    Sábado, 23 de novembro de 2019, atualizada às 12h16

    Bailarino juiz-forano René Loui vai representar a cidade na Índia

    Jorge Júnior
    Editor

    O bailarino juiz-forano René Loui, de 28 anos, vai representar a cidade na quarta edição do Odisha Biennalle – festival de arte contemporânea - que ocorre entre dezembro e janeiro de 2020, na cidade de Bhubaneswar, na Índia.

    Nascido em Juiz de Fora e criado no Bairro Dom Bosco, o artista sempre estudou em escolas públicas. Formou-se em Artes e Design na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e está concluindo o mestrado em Artes Cênicas na Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

    Radicado em Natal (RN), o mineiro já participou de exposições e residências artísticas no Brasil e no exterior. Sua pesquisa volta-se a diferentes linguagens, como a dança, a performance, a fotografia e o audiovisual. “Conheci a dança ainda muito jovem, graças ao Projeto da Associação Ekilibrio, que à época funcionava na Rua Padre Café (Bairro São Mateus). A partir desse contato, descobri minha paixão pela dança. Logo na sequência, ainda com 14 anos, fui convidado a me juntar ao núcleo  jovem da Ekilibrio Cia de Dança e permaneci trabalhando até 2013", conta.

    Logo depois, o bailarino mudou-se de Juiz de Fora e optou por trabalhar apenas em núcleos artísticos que tivessem essa perspectiva de uma dança pelas diferenças. “Após me formar, aceitei uma proposta de trabalho na cidade de Natal, onde vivo atualmente. Na época o convite era para trabalhar na Giradança, outra companhia referência internacional, quando se fala em dança feita por pessoas com e sem deficiências. Foi um grande passo e fiquei por três anos", lembra.

    Em 2014, ele foi contemplado com uma proposta de residência artística no exterior. “Com patrocínio do Ministério da Cultura, me lancei para mais longe, fui morar na Ilha da Madeira, em Portugal e tive a oportunidade de trabalhar com outra companhia referência internacional na pesquisa da dança inclusiva: o Grupo Dançando com a Diferença, dirigido pelo brasileiro Henrique Amoedo”.

    Além disso, em 2015, o juiz-forano teve outros projetos independentes aprovados em editais internacionais. “Circulei por Bélgica, França, Holanda e Alemanha. Mas sempre me mantendo enraizado com Natal. Em 2016, unido a uma grande artista de Natal, Rozeane Oliveira, decidimos criar nosso próprio núcleo artístico . Surge, então, o CIDA - Coletivo Independente Dependente de Artistas”.

    Nesses três anos de existência, o Cida vem ganhando espaço e se apresentando em diversos palcos do Brasil. “Começamos a alçar voos mais longos. Firmamos uma parceria com o projeto suíço Overseas Culture Interchange, no qual venho desenvolvendo a cada ano novos projetos de dança pelo mundo”.

    Nesta segunda-feira, 25 de novembro, ele segue para a jornada de residência artística, que terá duração de 40 dias. “Entre as ações, vou desenvolver a B-CUT, uma videodança/instalação que será exibida durante todos os dias da bienal”. A obra surgiu a partir da Residência Artística Overseas Culture Interchange, realizada entre 2016 e 2018 na Suíça, onde René era um dos artistas residentes selecionados.

    Além da instalação, o bailarino também apresentará uma obra solo; será co-autor de uma nova obra coreográfica com bailarinos indianos; fará participação como artista convidado em espetáculo japonês; e ministrará 'workshop' de práticas performativas e dramaturgia em tempo real na dança.

    Fotos: Arquivo pessoal

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