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    Há 11 anos, feira representa e divulga a cultura árabe em JF

    Evento resgata raízes e promove a integração de admiradores do povo do oriente. Danças, artesanato, desfile estão programados para este ano

    Jorge Júnior
    Repórter
    25/5/2012
    tufic

    Representar e divulgar a arte da dança e da cultura árabe. Foi com esse objetivo que Tufic Nabak criou em Juiz de Fora a Feira de Cultura Árabe, evento este que está em sua décima primeira edição. "A ideia foi promover um acontecimento para que as pessoas tivessem contato com a cultura árabe, além de resgatar as raízes desta cultura e promover a integração entre bailarinas e professores de dança do ventre da cidade."

    Na programação, os admiradores do povo árabe têm a possibilidade de apreciar a dança, assistir aos desfiles, além de degustar as comidas típicas e também comprar os produtos do oriente. "Estandes com produtos árabes nacionais e internacionais como trajes típicos, joias, tapetes, adereços, artesanatos, CD's e DVD's e livros são os objetos que são oferecidos na oportunidade. A feira conta ainda com workshops de danças árabes, mostras de danças e show especial."

    Segundo Nabak, no início, o evento era de pequeno porte e, com o passar dos anos, foi aumentando a proporção, tendo até que mudar toda a estrutura da feira e também o local, a fim de que o público e os participantes ficassem melhor acomodados. "Primeiramente tínhamos participantes da cidade e da região, mas começamos a receber gente de outros estados brasileiros, como São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro", conta empolgado.

    Além disso, neste ano, Nabak teve outro motivo para se orgulhar da festividade. O evento foi inserido no calendário oficial de turismo em Juiz de Fora e na programação do Corredor Cultural. "Ficamos muito satisfeitos com essa conquista", revela. Outra vitória de Nabak foi o reconhecimento pelo Consulado do Líbano. "Fui chamado para participar do Dia da Independência do Líbano, em festividade no Casarão do Rio de Janeiro. Logo após recebi este reconhecimento. Fiquei muito feliz, pois a titulação é mais um fruto do nosso trabalho. É muito bom ter o trabalho reconhecido."

    Admiradores

    Segundo Nabak, nesses 11 anos, a média de pessoas que passaram pela feira é de mil pessoas por edição. "O retorno é algo muito positivo para nós. Quando a feira acaba, as pessoas já vão embora na expectativa para o próximo ano. Na verdade, o evento supre a necessidade da cidade, pois não temos um comércio voltado para os árabes, então as pessoas aproveitam para comprar os produtos."

    De acordo com Nabak, a maioria do público que frequenta a feira é da dança e também cidadãos que admiram o povo árabe. "A feira representa alegria, então, as pessoas se divertem com o folclore e a dança árabe." Em comemoração à décima edição, realizada no ano passado, o evento homenageou as pessoas que participam da feira e os ex-membros do grupo. "Dedicamos a uma ex-integrante que morreu e ao público que sempre esteve presente", lembra.

    Dificuldade

    Mesmo com a ampliação, Nabak conta que um dos fatores mais complicados para realização da programação cultural é a falta de apoio. De acordo com ele, como o evento cresceu, os custos também aumentaram. "Apesar de não ser algo fácil, estamos lutando a cada ano para conseguirmos apoio."

    O evento

    Neste ano, o evento ocorre neste fim de semana, dias 26 e 27 de maio, no Centro Cultural Pró-Música. Cerca de 250 dançarinas vão participar desta edição. "Um dos destaques do evento é a dançarina quem vem de São Paulo, a Suellem Morimoto, que ministra o workshop no sábado e encerra o evento no domingo. Sorteio para os participantes também está agendado." Além disso, depois de dois meses afastado dos palcos por motivos de saúde, Nabak retorna aos palcos.

    Para o ano que vem, Nabak adianta que em comemoração aos seus 15 anos no Brasil, o evento, que ocorre nos dias 18 e 19 de maio, terá um show de gala com a participação especial da dançarina Lulu Brasil. "Ela é considerada a melhor bailarina do país. Bailarinas do grupo Nabak também irão enfeitar a festividade."

    Fotos: Arquivo Pessoal/Tufic Nabak
    Os textos são revisados por Mariana Benicá
     

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