Segunda-feira, 14 de abril de 2008, atualizada às 18h20

Sobe o número de doação de órgãos em Juiz de Fora


Daniele Gruppi
Repórter

Segundo a coordenadora da Central de Transplante da Zona da Mata, Ellen Christine de Almeida, foram doados 26 órgãos em Juiz de Fora nos três primeiros meses de 2008, número três vezes superior ao do ano passado, em que foram registrados apenas oito.

Ellen atribui como um dos fatores que possibilitaram o aumento de doações, o trabalho de conscientização nos hospitais. A coordenadora afirma que, através de uma portaria do Ministério da Saúde, ficou estabelecido que em hospitais com mais de 80 leitos e CTI é obrigatório a instalação da Comissão Intra-Hospitalar para Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes. "A Comissão fica responsável por notificar o óbito e identificar potenciais doadores. Depois, ela pode também abordar a família e pedir a doação".

Em Juiz de Fora, a Comissão está presente nos seguintes hospitais: Santa Casa, Hospital Universitário, Oncológico, HPS, João Felício, Albert Sabin, Monte Sinai e Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus. Na cidade, são realizados transplantes de córnea e rim.

Segundo Ellen, quem precisa receber a doação, deve se inscrever na lista única. "No local onde é feito hemodiálise é feito o cadastro e o oftamologista que constatar a necessidade de doação preenche uma ficha, os quais são encaminhados para a lista nacional".

Para fazer doações, as famílias precisam consentir. "Antigamente, na carteira de identidade estava escrito se a pessoa queria ser ou não doadora, entretanto, agora vale a opinião da família. Após ser abordada por profissionais, ela assina um termo de consentimento e este é encaminhado para a central, que direciona para a captação de pessoas que precisam receber órgãos".

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