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    Projeto usa tecnologia para promover a educação de jovens de baixa rendaO curso que terá duração de três meses, usa a tecnologia como ferramenta social, com a meta de contribuir para a educação

    Jorge Júnior
    Repórter
    30/9/2011
    coletiva

    Cerca de cem alunos do ensino médio, com idades entre 14 e 18 anos, matriculados na rede estadual da cidade, começam nesta segunda-feira, 3 de outubro, as atividades em um projeto pioneiro da cidade, o ArtEducação Digital.

    Esses estudantes são jovens de baixa renda, cadastrados no programa Poupança Jovem de Juiz de Fora, que se interessaram pelo projeto, inscreveram-se e, posteriormente foram selecionados, por meio de um teste de informática. "No total, 120 jovens foram contemplados, sendo que 20 vão ficar no cadastro de reserva. Caso haja vagas, eles vão sendo chamados", explica a subsecretaria de Cultura, Silvana Lemos.

    O curso, que terá duração de três meses, usa a tecnologia como ferramenta social, com a meta de contribuir para a educação formal e complementar o currículo dos estudantes. De acordo com o fundador da iniciativa, Marcelo Soares de Andrade, o ArtEducação surgiu em 2009 em Viçosa. "Estamos expandido a experiência para as cidades de Juiz de Fora, Ponte Nova e Leopoldina." Segundo Andrade, o objetivo é ligar a cultura com a arte digital, promovendo a inclusão social por meio do acesso às novas tecnologias.

    Essa ampliação, segundo o fundador, é por meio das artes plásticas e do folclore. "O projeto se preocupa com a reflexão desses jovens, sobre o que eles estão pensando e o que eles estão vendo. Vamos linká-los também com as redes sociais", acrescenta. Além de educar, Andrade também destaca a importância de ampliar os horizontes e as visões dos alunos, mas para isso "é preciso saber ler sobre o mundo em que vivemos". "Você tem que valorizar a linguagem, as histórias dos estudantes e, depois, estender, a fim de aumentar a autoestima dos jovens, para que eles se sintam inseridos", diz.

    Andrade afirma que a oportunidade irá contribuir também para o trabalho em equipe, capacitando os alunos para o mercado de trabalhando e estimulando o potencial de criação dos estudantes, como ocorreu na primeira experiência em Viçosa. "Um dos alunos abriu uma casa de vídeo. Em uma escola, dois projetos foram selecionados em um edital do Ministério da Cultura", conta. O superintendente da Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage (Funalfa), Toninho Dutra, diz que a intenção é que o projeto na cidade tenha continuidade nos próximos anos.

    As aulas

    As aulas vão ser realizadas duas vezes por semana, com duração de duas horas cada, totalizando uma carga horária de quatro horas semanais. De acordo com a representante da ONG Humanizarte, Virgínia Moura, as aulas vão ser ministradas por cinco especialistas, sendo dois professores e três estagiários, que foram selecionados pelo currículo e pelas competências no domínio das ferramentas tecnológicas. "As aulas vão familiarizar os estudantes com as ferramentas da internet e seus recursos e a fazer suas próprias pesquisas de sites e produções culturais."

    O curso vai ser composto por duas etapas. A primeira é a pesquisa, que visa levantar, selecionar e organizar os diversos conteúdos, no que diz respeito ao universo estético do meio digital, buscando a criação de materiais multimídia. A outra fase vai ser uma produção de um vídeo autoral com as técnicas ensinadas anteriormente.

    Ao final da iniciativa está prevista uma exposição dos trabalhos, por meio de papéis e projeções, destacando como foi construído o processo, desde a pesquisa até a produção final, além da apresentação dos relatos das experiências vividas. "O projeto termina em uma obra de arte, em um site itinerante, que vai ser visto nas cidades onde existem o ArtEducação Digital", diz Virgínia.

    Os textos são revisados por Thaísa Hosken

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