Nome do Colunista Rafaela Alves 22/03/2016

A Dança do Ventre e o Sagrado Feminino

fotoA coluna desse mês tem uma convidada super especial. Carol Alzei é bailarina e professora de Dança do Ventre. Uma pessoa muito ligada ao lado espiritual da dança e também ao nosso sagrado feminino. Espero que vocês gostem desse texto, tanto quanto eu gostei.

"Vou contar uma história: Luana conversava sobre querer fazer algo para o corpo e a amiga que a ouvia recomendou a Dança do Ventre "Faz aquela dança, amiga, vai ficar sensual, os homens vão gostar". Assim, Luana, animada com as novas ideias procurou uma escola e se matriculou. No primeiro dia de aula, lá estava ela diante de um enorme espelho, perto de outras tantas mulheres. No primeiro movimento, a primeira dificuldade. "Nossa, não consigo, meu quadril não faz isso", depois de repetições, vê com deslumbre seu ventre todo fazer algo inimaginável. Vai pra casa, não para de treinar e o espelho vira seu mais novo amigo. Na segunda aula, já sabe que se não pegar de primeira, uma hora o movimento sai, já está fazendo amizade com a turma, aproveita os intervalos para brincar no espelho, tirar selfies... Luana já se acha mais sensual e descobre que quem mais gosta disso é ela mesma, que nesse tempo, ela nem se preocupou a quem ela iria agradar. Nasce uma nova mulher, Luana agora sabe os segredos daqueles movimentos incríveis, sabe que a Dança do Ventre deve ser respeitada e mais que fazer bem para o seu corpo, ela fez um bem para alma.

Eu enxergo assim a relação da Dança do Ventre com o Sagrado Feminino. Muitas mulheres, como a personagem da nossa história, procuram a dança só para ser uma atividade física ou até porque quer agradar o marido ou namorado. Quando percebem, estão mais felizes com elas mesmas, além do exercício físico, a dança vira uma terapia, além da técnica ensinada, a sala de aula vira uma roda de amigas.

Costumo dizer que a dança do ventre já está em nós desde que nascemos. Os movimentos pélvicos que executamos são muito antigos, por isso acredito que durante a dança, apenas resgatamos o nosso instinto e desbloqueamos nossa criatividade e essência. No entanto, a dança que fazemos não parou no tempo, afinal, a consciência da mulher só avançou. A dança segue esse fluxo.

Dançar com o ventre é resgatar uma sabedoria ancestral. Nos dias de hoje, tudo é reto e seco, somos treinadas a ter um foco e não desviar dos nossos objetivos como em uma batalha. Mas na dança do ventre, aprendemos que podemos entrar em uma curva, contornar um caminho, amolecer, ser flexível e ainda assim chegar aos nossos objetivos, e, o melhor, acompanhada das amigas. Quando vamos juntas, vamos mais felizes!"


Rafaela Alves é professora e bailarina de Dança do Ventre e Folclore Árabe desde 2001. Conquistou o padrão de qualidade em dança da renomada Casa de Chá Khan el Khalili/SP em 2013. Proprietária do Studio de Danças Rafaela Alves. Formada em Direito pela UFJF.

Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com

Nome do Colunista Rafaela Alves 22/03/2016

A Dança do Ventre e o Sagrado Feminino

fotoA coluna desse mês tem uma convidada super especial. Carol Alzei é bailarina e professora de Dança do Ventre. Uma pessoa muito ligada ao lado espiritual da dança e também ao nosso sagrado feminino. Espero que vocês gostem desse texto, tanto quanto eu gostei.

"Vou contar uma história: Luana conversava sobre querer fazer algo para o corpo e a amiga que a ouvia recomendou a Dança do Ventre "Faz aquela dança, amiga, vai ficar sensual, os homens vão gostar". Assim, Luana, animada com as novas ideias procurou uma escola e se matriculou. No primeiro dia de aula, lá estava ela diante de um enorme espelho, perto de outras tantas mulheres. No primeiro movimento, a primeira dificuldade. "Nossa, não consigo, meu quadril não faz isso", depois de repetições, vê com deslumbre seu ventre todo fazer algo inimaginável. Vai pra casa, não para de treinar e o espelho vira seu mais novo amigo. Na segunda aula, já sabe que se não pegar de primeira, uma hora o movimento sai, já está fazendo amizade com a turma, aproveita os intervalos para brincar no espelho, tirar selfies... Luana já se acha mais sensual e descobre que quem mais gosta disso é ela mesma, que nesse tempo, ela nem se preocupou a quem ela iria agradar. Nasce uma nova mulher, Luana agora sabe os segredos daqueles movimentos incríveis, sabe que a Dança do Ventre deve ser respeitada e mais que fazer bem para o seu corpo, ela fez um bem para alma.

Eu enxergo assim a relação da Dança do Ventre com o Sagrado Feminino. Muitas mulheres, como a personagem da nossa história, procuram a dança só para ser uma atividade física ou até porque quer agradar o marido ou namorado. Quando percebem, estão mais felizes com elas mesmas, além do exercício físico, a dança vira uma terapia, além da técnica ensinada, a sala de aula vira uma roda de amigas.

Costumo dizer que a dança do ventre já está em nós desde que nascemos. Os movimentos pélvicos que executamos são muito antigos, por isso acredito que durante a dança, apenas resgatamos o nosso instinto e desbloqueamos nossa criatividade e essência. No entanto, a dança que fazemos não parou no tempo, afinal, a consciência da mulher só avançou. A dança segue esse fluxo.

Dançar com o ventre é resgatar uma sabedoria ancestral. Nos dias de hoje, tudo é reto e seco, somos treinadas a ter um foco e não desviar dos nossos objetivos como em uma batalha. Mas na dança do ventre, aprendemos que podemos entrar em uma curva, contornar um caminho, amolecer, ser flexível e ainda assim chegar aos nossos objetivos, e, o melhor, acompanhada das amigas. Quando vamos juntas, vamos mais felizes!"


Rafaela Alves é professora e bailarina de Dança do Ventre e Folclore Árabe desde 2001. Conquistou o padrão de qualidade em dança da renomada Casa de Chá Khan el Khalili/SP em 2013. Proprietária do Studio de Danças Rafaela Alves. Formada em Direito pela UFJF.

Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com

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Nome do Colunista Rafaela Alves 22/03/2016

A Dança do Ventre e o Sagrado Feminino

fotoA coluna desse mês tem uma convidada super especial. Carol Alzei é bailarina e professora de Dança do Ventre. Uma pessoa muito ligada ao lado espiritual da dança e também ao nosso sagrado feminino. Espero que vocês gostem desse texto, tanto quanto eu gostei.

"Vou contar uma história: Luana conversava sobre querer fazer algo para o corpo e a amiga que a ouvia recomendou a Dança do Ventre "Faz aquela dança, amiga, vai ficar sensual, os homens vão gostar". Assim, Luana, animada com as novas ideias procurou uma escola e se matriculou. No primeiro dia de aula, lá estava ela diante de um enorme espelho, perto de outras tantas mulheres. No primeiro movimento, a primeira dificuldade. "Nossa, não consigo, meu quadril não faz isso", depois de repetições, vê com deslumbre seu ventre todo fazer algo inimaginável. Vai pra casa, não para de treinar e o espelho vira seu mais novo amigo. Na segunda aula, já sabe que se não pegar de primeira, uma hora o movimento sai, já está fazendo amizade com a turma, aproveita os intervalos para brincar no espelho, tirar selfies... Luana já se acha mais sensual e descobre que quem mais gosta disso é ela mesma, que nesse tempo, ela nem se preocupou a quem ela iria agradar. Nasce uma nova mulher, Luana agora sabe os segredos daqueles movimentos incríveis, sabe que a Dança do Ventre deve ser respeitada e mais que fazer bem para o seu corpo, ela fez um bem para alma.

Eu enxergo assim a relação da Dança do Ventre com o Sagrado Feminino. Muitas mulheres, como a personagem da nossa história, procuram a dança só para ser uma atividade física ou até porque quer agradar o marido ou namorado. Quando percebem, estão mais felizes com elas mesmas, além do exercício físico, a dança vira uma terapia, além da técnica ensinada, a sala de aula vira uma roda de amigas.

Costumo dizer que a dança do ventre já está em nós desde que nascemos. Os movimentos pélvicos que executamos são muito antigos, por isso acredito que durante a dança, apenas resgatamos o nosso instinto e desbloqueamos nossa criatividade e essência. No entanto, a dança que fazemos não parou no tempo, afinal, a consciência da mulher só avançou. A dança segue esse fluxo.

Dançar com o ventre é resgatar uma sabedoria ancestral. Nos dias de hoje, tudo é reto e seco, somos treinadas a ter um foco e não desviar dos nossos objetivos como em uma batalha. Mas na dança do ventre, aprendemos que podemos entrar em uma curva, contornar um caminho, amolecer, ser flexível e ainda assim chegar aos nossos objetivos, e, o melhor, acompanhada das amigas. Quando vamos juntas, vamos mais felizes!"


Rafaela Alves é professora e bailarina de Dança do Ventre e Folclore Árabe desde 2001. Conquistou o padrão de qualidade em dança da renomada Casa de Chá Khan el Khalili/SP em 2013. Proprietária do Studio de Danças Rafaela Alves. Formada em Direito pela UFJF.

Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com