Física é a matéria vilã no vestibular 2008 da UFJF Quase três mil candidatos zeraram a prova de física na primeira etapa do vestibular da UFJF. Número corresponde a mais de 18% dos inscritos

Thiago Werneck
Repórter
26/12/2007

A tão temida física confirmou seu papel de vilã no vestibular 2008 da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Foram 2700 candidatos que zeraram a prova da matéria, entre todos os 14.238 vestibulandos. Na, não menos temida matemática, 105 estudantes não acertaram sequer uma questão.

O baixo desempenho de parte dos concorrentes ainda vai ser estudado pela Comissão Permanente de Vestibular (Copese). Na prova de português, apenas um candidato zerou o exame, 134 na prova de química e 203 na avaliação de geografia. O erro em todas as questões de uma matéria não elimina o candidato.

De acordo com o diretor da Copese, José Maria Pereira Guerra (fotos), a UFJF ainda vai avaliar o que pode ter acontecido com a prova de física, nos próximos dias. "Temos que avaliar porque aconteceu esse baixo rendimento, vários fatores podem ter influído".

José Maria reforça que as escolas e cursinhos entraram com recurso para apenas uma questão. "Isso mostra que não houve nada de errado com a prova de física. Agora o que temos que fazer é buscar um união entre a banca que e as escolas públicas e particulares. Temos que minimizar esses problemas e esse é um objeto de grande preocupação", diz.

foto de Hellen e Norma Entre os ítens que vão ser avaliados estão pontos diferenciados como a cidade de origem dos candidatos. No Rio de Janeiro, os vestibulandos são mais preparados para prova da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em Belo Horizonte e outras regiões do estado se prioriza a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Apesar da preocupação com esse baixo rendimento em física, José Maria, acredita que a primeira fase sempre tem que ter um vilão. "O objetivo da primeira fase é eliminar candidatos para deixar o vestibular, somente com quatro concorrentes por vaga em cada curso", observa.

Vestibular 2ª etapa

Na segunda etapa do Vestibular ficam os candidatos de melhores notas. Em cada curso restam cerca de quatro concorrentes para cada vaga oferecida. Ao todo são 5.895 candidatos para 1503 vagas no vestibular e no PISM são 2623 estudantes que concorrem a 637 vagas.

Somente no grupo C, daqueles que não optaram pelo sistema de cotas, 3061 candidatos concorrem a 750 vagas. No Grupo B, para os candidatos que cursaram mais de sete anos em escolas públicas, são 561 vagas para 2191 vestibulandos. No Grupo C, para aqueles que, além desse período em escola pública, se auto declararam negros, são 243 concorrentes para 192 vagas.

foto de Hellen e Norma O alerta fica mais uma vez para o uso do celular. "O ideal é nem levá-lo para o local de prova. Nós criamos uma alternativa para não ser tão rigoroso. Assim também com os piercings nas orelhas também devem ser retirados", fala o diretor da Copese(veja dicas no vídeo acima).

As provas acontecem entre os dias 3 e 6 de janeiro no campus da UFJF, no Colégio Técnico Universitário, no Colégio João XXII e no Colégio Cristo Redentor na Academia de Comércio. Para o sábado, dia 5 de janeiro, 20 adventistas já pediram atendimento especial e vão fazer a prova somente no período da noite. Por isso, assim como em outros anos, o gabarito oficial deve ser liberado somente no fim de noite.

Além deles no sábado, outros nove candidatos já solicitaram atendimento especial nos quatro dias de prova: cinco portadores de deficiência física, uma cardiopata, um portador de síndrome do pânico e duas mulheres em período final de gravidez.

Cotas

A funcionalidade do sistema de cotas desde que foi foi implantado vai ser discutida em 2008, dentro da UFJF. Questões como a falta de concorrência em alguns cursos devem ser debatidas. O exemplo é que no grupo de A de cotistas 21 cursos sequer tiveram disputa de primeira fase, por causa ao número reduzido de vestibulandos, menor que quatro por vaga. No grupo B, 10 e no C, cinco cursos ficaram na mesma situação.

"Já está previsto pela Universidade que o sistema de cotas vai ser discutido entre a comunidade acadêmica. Mas pouca coisa deve mudar. No grupo A, B e C a nota máxima de medicina, por exemplo, foram quase iguais 72, 73 e 74. Isso mostra como deu certo o sistema", avalia José Maria.

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