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    UFJF não descarta adoção do Enem para substituir vestibular 2010 Instituição promete debater proposta do MEC com a comunidade acadêmica, cursinhos e escolas públicas e particulares de Juiz de Fora

    Patrícia Rossini
    *Colaboração
    13/4/2009

    A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) tem menos de um mês para decidir se vai adotar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em substituição ao modelo atual de vestibular. As mudanças podem ser aplicadas ao concurso vestibular 2010. No entanto, os alunos que já iniciaram o Programa de Ingresso Seletivo Misto (Pism) não serão afetados.

    Em coletiva na manhã desta segunda-feira, dia 13 de abril, o reitor Henrique Duque afirmou que vai debater a proposta do Ministério da Educação(MEC) com a comunidade acadêmica e vai ouvir dirigentes das escolas públicas e particulares de Ensino Médio e dos cursinhos preparatórios do município.

    Na terça-feira, dia 14 de abril, a proposta será apresentada ao Conselho de Graduação (ConGrad) em reunião ordinária. A discussão deverá ser aprofundada em um encontro extraordinário, a ser convocado para o próximo dia 19 ou 20 de abril, devido ao curto prazo para a decisão final - que precisa ser comunicada pelo Conselho Superior ao MEC até o dia 30 de abril.

    De acordo com a assessoria de comunicação da UFJF, o encontro com os dirigentes de escolas e cursinhos para avaliação da proposta será marcado a partir da reunião extraordinária do conselho.

    Democratização

    A adesão, segundo Duque, é periódica e preserva a autonomia da UFJF. Ele argumenta que o modelo de vestibular vigente desde o início do século passado já está desgastado e que a proposta do MEC vai reorientar os currículos de Ensino Médio, que deixarão de ser baseados exclusivamente em conteúdos específicos para dar espaço às abordagens analíticas e interpretativas já utilizadas nas provas do Enem.

    O reitor também ressalta a democratização do ensino superior como uma motivação do novo modelo de seleção. "As famílias de renda mais elevada têm condições de financiar a inscrição dos filhos em diferentes universidades, o que aumenta as chances de ingresso. A unificação do processo seletivo das instituições públicas de ensino superior impede essa vantagem das famílias mais abastadas e democratiza o acesso."

    O pró-reitor de Graduação, Eduardo Magrone (vídeo acima), lembra que o Enem já é utilizado na seleção de 14 das 55 universidades federais brasileiras e em instituições da rede privada vinculadas ao ProUni, do governo federal.

    A proposta do MEC não interfere nas vagas já destinadas ao PISM e nem na política de cotas já fomentada na UFJF. Porém, o ConGrad tem perspectiva de avaliar o modelo seriado paralelamente. A mudança na seleção de alunos não exclui a realização de testes de habilidade específica elaborados pela instituição. Contudo, caso o Enem represente apenas uma etapa do processo seletivo, a universidade fica impedida de integrar o Sistema de Seleção Unificada.

    Mobilidade

    A mobilidade interestadual de estudantes também foi citada por Magrone, que apresentou dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) de 2007. Segundo ele, a taxa de mobilidade brasileira é inferior à 0,05%. "Em países que utilizam o sistema unificado, como os Estados Unidos, a mobilidade estudantil chega a 20%. No Brasil, essa taxa ainda é muito pequena, mas pode se elevar com a adoção do novo Enem no lugar do vestibular tradicional."

    Ainda com base nos dados do Inep, o pró-reitor destaca que os alunos costumam optar por instituições próximas ao local onde moram.

    Em relação à assistência estudantil para manutenção dos alunos carentes, Henrique Duque explica que o respaldo financeiro será garantido pelo MEC. "A União Nacional dos Estudantes (UNE) questionou a questão do apoio estudantil, mas o ministro Fernando Haddad garantiu que o MEC vai dar toda assistência financeira para que os alunos carentes possam sair de casa e frequentar uma universidade pública."

    Sistema de Seleção Unificada

    O modelo unificado de ingresso nas instituições de ensino superior proposto pelo governo é informatizado e os alunos e universidades terão acesso a todos os dados do MEC através de login e senha. As inscrições serão feitas exclusivamente pela internet.

    Ao se inscrever, o candidato poderá escolher até cinco opções diferentes de curso e apontar cinco instituições de sua preferência, independentemente do local de sua residência. Com a nota do Enem em mãos, o candidato terá acesso ao número de vagas ofertadas em cada curso de cada universidade e às notas de corte (atualizadas diariamente, conforme as inscrições).

    As opções de curso e de instituições de ensino poderão ser alteradas pelo candidato até o encerramento do prazo das inscrições. A partir daí, o Sistema de Seleção Unificada vai gerar uma lista de selecionados por curso, ordenada mediante classificação decrescente das notas.

    Os candidatos serão selecionados em apenas uma das opções escolhidas, de acordo com a ordem determinada no ato da inscrição e com as vagas oferecidas. O resultado final será divulgado na internet, pelo site do Ministério da Educação, e pelas instituições de ensino superior participantes.

    Novo Enem

    O termo de referência enviado pelo MEC às instituições de educação superior prevê a modificação do formato vigente do Exame Nacional do Ensino Médio para utilização no processo seletivo. O novo Enem terá provas de "Linguagens, Códigos e suas Tecnologias" (incluindo redação), "Ciências Humanas e suas Tecnologias", "Ciências da Natureza e suas Tecnologias" e "Matemáticas e suas Tecnologias".

    A previsão é de que as provas sejam realizadas nos dias 3 e 4 de outubro. O resultado das questões de múltipla escolha está previsto para o dia 4 de dezembro e o resultado final, incluindo a redação, deve ocorrer no dia 8 de janeiro de 2010.

    Enquete
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        Não tenho opinião formada sobre o assunto, já que se trata apenas de uma proposta e não há nada de concreto
       

    ATENÇÃO: o resultado desta enquete não tem valor de amostragem científica e se refere apenas a um grupo de visitantes do Portal ACESSA.com.

    * Patrícia Rossini é estudante de Comunicação Social da UFJF

    Os textos são revisados por Madalena Fernandes

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