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    Estudantes impedem a votação do Reuni Alunos invadiram a reunião do Conselho Universitário (Consu) e impediram a votação do plano de ação de reestruturação e expansão das Universidades


    Priscila Magalhães
    Repórter
    19/10/2007

    Os estudantes da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) invadiram a reunião do Conselho Universitário (Consu), que acontecia no Museu de Arte Moderna Murilo Mendes (MAM), nesta sexta-feira, 19 de outubro. Com isso impediram a votação do do plano de ação de reestruturação e expansão das Universidades, o Reuni. "Os estudantes entraram quando a reunião se encaminhava para a votação. Ainda não existe uma nova data para que ela aconteça", diz o coordenador geral do DCE, Fabrício Linhares.

    A maioria dos estudantes chegou ao local em dois ônibus usando apitos, tambores, faixas e gritando para protestar contra a aprovação das propostas da UFJF. "Somos contra o Reuni nacionalmente e contra as propostas da UFJF, que se enquadram no Reuni. O decreto foi lançado em abril e as universidades tiveram até este mês para entregarem. É impossível pensar uma reforma com pouco tempo", diz Fabrício.

    "Educação não é mercadoria" foi um dos gritos dos estudantes para mostrar a posição contrária ao projeto, que, segundo Fabrício, foi feito de forma antidemocrática. "Nós queremos que haja um plebiscito para que professores, estudantes e funcionários possam participar e opinar, mas, até agora, a reitoria negou, porque sabe que se fizer, vai perder".

    O reitor e presidente do Consu, Henrique Duque, achou a invasão dos estudantes lamentável. "Fiquei muito triste em ver os estudantes invadindo uma reunião do órgão máximo, com ofensas à presidência da república. A manifestação faz parte, é democracia, mas a invasão não".

    Foto do protesto Foto do protesto Foto do protesto

    O reitor diz que suspendeu a reunião para preservar o patrimônio do MAM e evitar outro tipo de atitude dos estudantes. Ele acrescentou que a universidade ouviu os estudantes, mas o problema é que eles são contra o decreto. "Quando alguém não gosta de alguma coisa, apresenta propostas para melhorar. Eles não fizeram isso, não apresentaram nenhuma alternativa. Eles simplesmente são contra", acrescenta Duque.

    Sobre o projeto da universidade para o Reuni, o reitor afirma que não é um projeto ousado. "Mas todo plano que vamos fazer precisa ser grande. Um investimento como este, na educação, nunca foi feito. É uma forma de inclusão social, de trazer mais estudantes para a universidade. Se fosse ruim, as melhores universidades do país não estariam aderindo também".

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